O fracasso dos óculos da Magic Leap e o futuro do VR

O futuro da VR e os seus benefícios na industria de organização de eventos
Foto: Pixabay

Mais de 2,5 mil milhões de dólares americanos foram investidos na startup Magic Leap baseada na Florida, Estados Unidos, no que muitos consideram um fracasso após o lançamento do primeiro produto da Magic Leap One.

Palmer Luckey criador da Oculus Rift (empresa adquirida pela Facebook a 25 de Março de 2014 por 2 mil milhões de dólares americanos) afirma que a sua concorrente “não entrega quase nenhuma das promessas que lhe permitiu monopolizar a captura de investimento na industria de Realidade Aumentada (AR)”. Sem hesitar, Luckey sublinha, num artigo publicado no seu blog pessoal, que “[Magic Leap One] é mais um developer kit pouco funcional, sobrevalorizado, que ninguém consegue usar de forma proveitosa, com bastantes erros na parte da experiência do utilizador e design”. Uma opinião que Palmer Luckey sintetiza no título do artigo: “Magic Leap is a Tragic Heap” (Magic Leap e’ uma trágica ilusão).

Foto: Magic Leap

Toda esta crítica e desilusão foram manifestadas na semana em que a marca concorrente, Oculus, organizou o lançamento do headset Oculus Quest, num evento que decorreu no San Jose Convention Center, em San Jose na Califórnia.

O novo headset Oculus Quest, que estará disponível para compra em 2019, a Realidade Virtual ganha mais um passo no crescimento da indústria, abrindo a possibilidade de jogar qualquer jogo em Realidade Virtual, sem estar conectado a um computador, sem necessitar de fios e sem limites.

Este é o primeiro headset “stand-alone” (independente) que traz bastante portabilidade à tecnologia, tornando mais prático e realista o uso de VR em vários locais do mundo, com a garantia de uma grande experiência de jogo.

Contudo existem críticos, que após a Oculus 5, e o fracasso dos Magic Leap 1, não veem “strong customer use case” (forte necessidade de compra) para gerar uma explosão de compra de realidade virtual no mercado, continuando a ser um “gadget” bastante utilizado só na indústria gamming, e sem recorrência a necessidades do dia-a-dia.

Pessoalmente, acredito que o primeiro grande passo da adoção de VR, não está dependente do uso de hardware, como os Oculus Quest ou Magic Leap 1, mas sim primeiramente na adoção em experiência WebVR em formato mobile, desktop ou tablet.

Recentemente tenho observado bastante tração de utilização de WebVR nos organizadores de eventos, fornecedores e patrocinadores de eventos na plataforma Youcanevent.com, onde em menos de segundos, os utilizadores podem visualizar o layout do seu evento, o espaço disponibilizado para o seu evento, com toda a decoração, mobiliário, sistemas audiovisual, e tudo o resto que estará acessível no dia do evento.

acredito que o grande passo da adoção de VR, não está dependente do hardware, mas sim da  experiência WebVR em formato mobile, desktop ou tablet

Esta tecnologia revolucionária, cria um “customer use-case” real, em que através do conforto, facilidade e rapidez um organizador de evento consegue obter a visão do seu evento e partilhar com patrocinadores e parceiros toda a ideia do seu evento, e ainda integrar os logotipos dos mesmos, no ambiente.

Recentemente, na loja da Microsoft no WestField Mall, a Youcanevent.com criou um pick up point onde vários organizadores de eventos visualizaram os seus eventos numa experiência imersiva.

Antes de partilhar o feedback, dos organizadores de eventos, em nota pessoal, o que sinto que acontece em bastantes experiências de Realidade Virtual, é que não passam de ambientes fictícios sem aplicação a uma necessidade do nosso dia-a-dia. Contudo, uma das maiores dificuldades que organizadores de eventos têm, é certamente visualizar vários lay-outs, ideias e inspirações que se possam tornar no seu evento.

Depois de experimentarem os headsets VR na loja da Microsoft, o feedback de um dos organizadores de evento, Vasil Azarov, fundador da Growth Marketing Conference foi que “nunca tinham sentido uma experiência tão genuína, inovadora e necessária. Uma das maiores dificuldades para organizadores de eventos é também angariar patrocinadores para os seus eventos, mas com esta capacidade de projeção fica bastante mais fácil provar tudo o que queremos criar no evento.”

Vasil integrou a experiência de realidade virtual em toda a sua campanha de pré-promoção da conferência e de angariação de patrocinadores. Neste momento a Growth Marketing Conference e’ uma das maiores conferências de Growth marketing no panorama mundial, em Silicon Valley, juntando Lideres de Marketing de empresas como Facebook, Lyft, Airbnb, Uber, Google, Pinterest e muitos mais, no Hotel Fairmont em São Francisco.

A adoção de realidade virtual na indústria de eventos, torna-se assim num dos primeiros use-cases em que massas utilizam os benefícios do VR para uma necessidade específica: visualizar como o evento ficará.

A título individual, estou curioso até onde a tecnologia VR chegará na indústria dos eventos e entretenimento e qual será a próxima industria que usará de forma tão regular esta tecnologia.

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