Realfevr – A startup para criar treinadores

A ideia nasceu num grupo de amigos apaixonados por futebol e tecnologia, a partir de ‘um simples ficheiro de Excel,’ recorda Tiago Dias, fundador e diretor-executivo da Realfevr. O conceito foi testado num grupo fechado de participantes, para aproximar o algoritmo à realidade das ligas de futebol. Em novembro de 2013 construíram o protótipo e prepararam-se para o arranque comercial do projeto, que só aconteceu este ano.

‘Sabíamos que poderíamos estar certos, visto que estudámos a concorrência e que havia uma oportunidade única. Este é um mercado pouco maduro e apenas explorado nos Estados Unidos, o que nos fez perceber que poderíamos adaptar esse mesmo modelo de negócio ao futebol de uma forma global’, explica Tiago Dias.

Foi precisamente a olhar para o mercado norte-americano que perceberam o potencial do seu conceito. Nos EUA, este tipo de plataformas tem mais de 50 milhões de utilizadores e gera anualmente cerca de 70 mil milhões de dólares. ‘O crescimento deste mercado foi exponencial nos últimos 10 anos, o que prova que existe um tempo de maturação para mercados embrionários como o que existe atualmente em Portugal, na Europa e na América do Sul’, frisa o fundador da Realfevr.

‘O mercado de Fantasy Leagues está pouco explorado em Portugal. E isso pode ser uma excelente oportunidade de negócio, como por vezes pode dificultar a implementação de algumas estratégias’ refere Tiago Dias. É um conceito pouco explorado em Portugal onde se estima uma percentagem de 1 em cada 10 ou cada 15 homens ativos a jogar Fantasy Leagues, comparativamente com o mercado norte-americano onde a estimativa é de um em cada cinco homens ativos, sublinha. ‘Por isso acreditamos que há aqui um potencial incrível de negócio’.

‘Por outro lado, Portugal é um país de serviços onde ainda não existe uma cultura óbvia de aposta neste tipo de produtos digitais e com uma abordagem tão diferenciada como a da Realfevr. Acreditamos que tudo isso está a mudar e que a Realfevr poderá dar um excelente contributo para essa mudança’ salienta o fundador da startup portuguesa.

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nMas quando se pensa em plataformas de Internet, a concorrência é sempre global, por isso o conceito desenvolvido pela startup portuguesa não está sozinho no mercado, ele é aliás dominado pela Fantasy League, da UEFA, que é um concorrente de peso. Mas Tiago Dias, não receia essa concorrência. ‘Temos uma plataforma com design clean e atual, fácil de usar, gratuita, com estatísticas em tempo real e que, com apenas um registo, o utilizador poderá ter acesso a multimodelos de jogo Fantasy e a quatro competições distintas: Liga Espanhola, Liga Portuguesa, Liga dos Campeões e Liga Europa’, defende.

Alem disso, os utilizadores podem aceder, no blog Realfevr, e nas redes sociais, a conteúdo desportivo analítico, e de suporte à decisão do utilizador, com o objetivo de tornar a experiência Realfevr realmente distinta.

‘Estamos nitidamente a preencher um nicho de mercado em Portugal. Na Europa, e tendo em conta a revolução digital que temos hoje em dia como uma realidade certa, pretendemos agregar os mercados do futebol, da análise da estatística e do jogo online, garantindo uma abordagem inovadora onde a mais-valia para o utilizador é evidente’ explicou Tiago Dias.

Arrancar com uma plataforma deste tipo requer sempre um investimento significativo. ‘Como qualquer Startup, com uma boa ideia e uma boa execução, necessitamos de capital para desenvolver a empresa’ explica Tiago Dias. Esse apoio financeiro atingiu um milhão de euros, na primeira ronda de investimento. E se o objetivo da plataforma é continuar a disponibilizar um serviço gratuito, o retorno do investimento virá também da venda de alguns pacotes de funcionalidades que complementam a utilização básica.

Mas o potencial financeiro está no número de utilizadores, Com 35 mil utilizadores registados e um crescimento de 300% no último trimestre, a Realfevr espera atingir entre 100 mil a 150 mil jogadores até ao fim da época 2016/2017, para o que vai contribuir a entrada no mercado americano no próximo ano, com a inclusão das ligas do México e da Colômbia. ‘Com 100 mil utilizadores, é como se tivéssemos semanalmente um estádio cheio’, sublinha o fundador da Realfevr.

A equipa é atualmente composta por 11 pessoas, entre as quais os cinco fundadores: José Miranda, Tiago Bem, Tiago Dias, Bruno Coelho e Bruno Tavares. O ‘onze’ da Realfevr tem muitos treinadores.

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