Os portugueses estão a privilegiar serviços bancários simples, custos reduzidos e credibilidade das instituições na decisão de abertura de conta, num contexto de maior exigência sobre o valor prático da oferta financeira.
A escolha de uma instituição financeira em Portugal está cada vez mais associada a critérios de simplicidade operacional e confiança, com destaque para a gratuitidade das transferências e a credibilidade da entidade. As conclusões resultam de um estudo independente encomendado pela Nickel, do grupo BNP Paribas, em parceria com a DATA E.
Segundo os dados apurados, a maioria dos inquiridos identifica as transferências gratuitas e as transferências imediatas sem custos como fatores determinantes na escolha do banco, refletindo uma crescente sensibilidade ao custo recorrente dos serviços financeiros. A credibilidade da instituição surge igualmente como critério relevante, num contexto marcado por maior escrutínio dos consumidores e por uma perceção mais crítica sobre comissões e encargos associados às contas à ordem.
O estudo aponta ainda para diferenças regionais na valorização destes critérios, com maior incidência no Alentejo, Algarve e Norte, o que sugere uma leitura territorial das expectativas dos consumidores em relação à banca. Em contrapartida, a disponibilização de produtos de investimento surge como um fator menos determinante no momento de abertura de conta, indicando uma preferência por soluções funcionais orientadas para o quotidiano financeiro.
Para João Guerra, CEO da Nickel Portugal, os resultados evidenciam uma mudança nas expectativas dos consumidores, que passam a valorizar “competitividade, simplicidade e credibilidade” nas relações com as instituições financeiras. A leitura do estudo aponta para uma pressão crescente sobre o setor bancário tradicional, num momento em que a experiência digital, a previsibilidade de custos e a confiança institucional se afirmam como elementos centrais da relação com o cliente.
O inquérito foi realizado entre 1 e 4 de abril de 2025 junto de 1.015 residentes em Portugal, com idades entre os 18 e os 64 anos, abrangendo o Continente e as Regiões Autónomas, com distribuição geográfica por NUTS II.







