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Back CEOs que praticam desporto têm a imagem de marca pessoal valorizada

CEOs que praticam desporto têm a imagem de marca pessoal valorizada

Luciane Bemfica
Luciane Bemfica
Entrepreneurship
Feb 5, 2018

Os líderes corporativos, quer sejam CEOs, CFOs, COOs ou outros cargos equivalentes, que apenas se preocupam com as suas responsabilidades executivas perdem empatia no que diz respeito à sua própria imagem de marca pessoal.

Muitos não fazem ideia quanto as suas personalidades e estilo de vida podem influenciar os colaboradores, dentro e fora das empresas. Líderes que se posicionam claramente em questões ambientais, sociais e que sobretudo praticam desporto regularmente, são percebidos como marcas pessoais admiráveis. Assim, são valorizados como personalidades, as chamadas "love personal brands".

O líder que pratica desporto, seja ténis, corrida, triatlo, ciclismo, ou que simplesmente tem cuidado com a saúde do corpo e da mente – até mesmo com o simples hábito de caminhar ou frequentar o ginásio – é percebido como exemplo a ser seguido. Aspetos como resiliência, organização e gestão do tempo, superação dos limites e saúde, são características altamente desejáveis por seus admiradores, seguidores e colaboradores.

Um estudo da Edelman, o "2016 Edelman Trust Barometer", mostrou que o engajamento dos dirigentes precisa ser melhorado, sobretudo na maneira como eles tratam os funcionários e clientes, assim como falhas na exposição dos propósitos da companhia, através do seu envolvimento na questão ambiental, impacto na comunidade e parcerias com ONGs, governo, entre outras.

Para 85% dos entrevistados, os executivos também deveriam aparecer mais discutindo questões sociais. “Já vivemos a era do CEO celebridade, depois tivemos o CEO invisível e agora as pessoas querem o CEO autêntico”, diz Yacoff Sarkovas, CEO da Edelman.

Outro apontamento da pesquisa diz respeito ao papel do gestor como produtor de conteúdo nos medias digitais: é mais esperado na medida em que essas plataformas cresceram. “Existe uma expectativa para que o dirigente entre em campo, saia da toca e se posicione sobre questões políticas e sociais”, afirma Sarkovas. Para ele, é preciso que o dirigente construa uma agenda de interesse público.

Assim, a imagem de marca de um gestor público ou corporativo ganha valor agregado e admiração à medida que a sua personalidade esteja bem posicionada e de forma consciente. Gestores que não se preocupam com a sua imagem correm o risco de cometerem equívocos perante o público (afinal de contas, somos todos marcas, queiramos ou não), ou de perder oportunidades de mercado. Um posicionamento de marca de acordo com o que o líder quer transparecer é uma atitude inteligente.

O líder que pratica desporto desperta inspiração e exemplo, características que vão além da bagagem intelectual e profissional que carregam nas corporações por onde passam.


Luciane Bemfica
Luciane Bemfica
Sou brasileira, jornalista, personal brand strategist. Meu propósito é humanizar marcas e impulsionar profissionais em suas carreiras por meio da valorização das características únicas de cada um e do posicionamento estratégico da marca pessoal.
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Austrian-American Consultant
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