A Colt anunciou o reforço de cabos submarinos transatlânticos entre a Europa e a Costa Leste dos EUA, reforçando a capacidade de rede num contexto de forte crescimento do tráfego impulsionado pela inteligência artificial e pela cloud.
A Colt Technology Services anunciou o reforço da sua infraestrutura transatlântica, com novas rotas de fibra e maior capacidade entre a Europa e a Costa Leste dos Estados Unidos, numa resposta ao aumento da procura de conectividade associada à inteligência artificial, cloud e streaming.
Segundo a empresa, o tráfego nos cabos submarinos transatlânticos é atualmente 55% superior ao registado nas rotas transpacíficas, tornando esta a ligação mais movimentada do mundo para transporte de dados. Desde 2020, o volume global de largura de banda triplicou, sendo que os grandes fornecedores de serviços cloud e conteúdos já representam mais de 80% da capacidade utilizada nas principais rotas.
A expansão inclui capacidade adicional no cabo submarino Marea, que liga Virginia Beach, nos EUA, a Bilbau, em Espanha, bem como investimento em novas rotas terrestres entre pontos de amarração na Costa Leste. A Colt anunciou ainda um novo backbone entre Nova Iorque e Ashburn, na Virgínia — zona conhecida como “Data Center Alley”, uma das maiores concentrações mundiais de centros de dados — e uma ligação adicional entre Ashburn e Virginia Beach.
A empresa passa a disponibilizar novas opções de conectividade transatlântica com ondas de 100G e 400G, permitindo às organizações escalar rapidamente a capacidade de rede e reforçar redundância e resiliência operacional.
Buddy Bayer, chief operating officer da Colt Technology Services, afirma que esta expansão representa “mais um marco no compromisso com os clientes”, acrescentando que a infraestrutura está preparada para responder às exigências da inteligência artificial e da computação avançada.
Com esta expansão, a presença da Colt nos EUA passa a incluir quatro estações de amarração de cabos na Costa Este, interligadas a dez sistemas submarinos transatlânticos. A empresa opera atualmente em mais de 40 países, com uma rede que interliga mais de 1.100 centros de dados e 32.000 edifícios empresariais.







