Construção off-site: a nova aposta no segmento residencial

Foto de Brizmaker em Shutterstock

Inovadora e prática, a construção off-site ou industrializada chegou para revolucionar o desenvolvimento de projetos de arquitetura, também no segmento residencial.

Fique a saber em que consiste este método moderno e perceba porque é que a tendência industrializada está a conquistar a área da construção com uma garantia de maior qualidade e menos erros.

Como funciona a construção off-site?

O que distingue a construção off-site dos modelos tradicionais é o facto de ser feita previamente à execução da obra. Isto significa que as estruturas necessárias para a construção são pré-fabricadas num outro lugar, e depois transportadas para o local da obra, onde basta fazer a montagem dos módulos e fazer acabamentos.

É esta modulação que oferece ao método uma flexibilidade e versatilidade  revolucionárias.

O objetivo é que o processo de construção seja facilitado, poupando tempo e recursos humanos através da automatização de tarefas, e abrindo espaço para dinâmicas mais eficientes.

Inúmeras vantagens como a minimização dos erros, os custos de produção inferiores, a criação de postos de trabalho mais seguros, e a produção mais rápida e eficaz simbolizam um enorme passo evolutivo para a indústria.

Além disto, existem vários benefícios ao nível da otimização dos próprios processos de construção, nomeadamente no que toca à padronização, modularidade e intercambialidade dos componentes, que permitem uma eficácia de nível muito superior à dos modelos tradicionais.

Também o facto de existir uma menor deslocação dos recursos e uma minimização do desperdício no processo de produção e construção abre portas para uma forma de construir mais em linha com as prioridades ambientais atuais. É um tipo de construção mais sustentável, que procura reduzir os custos e aumentar a eficiência, algo especialmente importante numa altura em que os preços das matérias-primas têm vindo a subir.

Casas sustentáveis holandesas construídas em 1 dia

Utilizado em países como a Holanda, este modelo de construção off-site tem-se revelado uma opção sustentável e económica, quando comparada com a construção tradicional.

As WikkelHouses, casas sustentáveis que podem ser construídas em 24 horas, são um bom exemplo disso. O processo construtivo inicia-se fora do local onde será instalada a casa modular, com a formação da estrutura com grandes tiras de um papelão de 24 camadas e cola de alta resistência (revestida por fora a madeira e por dentro madeira ou outro material selecionado), formando blocos com cerca de 1,2 metros de largura.

Estas estruturas são depois transportadas para a zona de instalação da casa, com a ajuda de guindastes e camiões basculantes dos países do Benelux, sendo que a dimensão da casa é definida com base na escolha da quantidade de blocos que o cliente pretenda escolher.

Uma outra particularidade deste tipo de construção é que possibilita a desmontagem e o transporte, para qualquer outro lugar, de uma casa com cerca de 500kg e com uma duração de cerca de 50 anos.

A crescente aposta na construção off-site

Quando surgiu, a construção industrializada foi confrontada com algum ceticismo: a ideia da padronização e da repetição nos processos de construção de casas foi alvo de críticas. No entanto, hoje em dia, este modelo tem ganhado terreno não apenas no segmento residencial como também sendo aplicada em todos os tipos de edifícios, desde hotéis a hospitais.

Numa era em que a tecnologia está preparada para oferecer soluções de pré-fabrico eficazes e versáteis, não só o processo de construção off-site encontrou formas mais fáceis de ser colocado em prática como também tem vindo a conquistar a aceitação pública.

Hoje, a construção tem recursos tecnológicos que lhe permitem tornar-se multidisciplinar, globalizada e inteligente, encontrando uma rampa de lançamento para novas possibilidades.

Construção off-site a favor do ambiente

Importa também referir que este modelo proporciona uma aproximação da democratização do acesso à habitação. Porque os edifícios pré-fabricados requerem menos recursos naturais, financeiros, humanos e temporais, a construção de habitações mais acessíveis torna-se uma realidade ao alcance de muitas famílias que antes se viam constrangidas por limitações financeiras.

Trata-se de um modelo em harmonia com as crescentes necessidades da população, com a urgência de um estilo de vida sustentável e com os desafios do próprio setor.

Apesar deste progresso, o futuro pede um maior investimento na construção industrializada, com a renovação dos quadros de funções existentes e uma aposta no desenvolvimento das competências dos trabalhadores, que se devem adaptar à nova realidade tecnológica.

Contudo, uma coisa é certa: a construção industrializada é o futuro deste setor, e promete causar impactos positivos em larga escala, tanto a nível do método como em termos sociais, profissionais e ambientais.

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