Manual de desconfinamento para associações juvenis

Imagem de Haysion por Pixabay

FNAJ e Escola Nacional de Saúde Pública lançam manual de desconfinamento para associações juvenis. A iniciativa visa apoiar as instituições na definição dos seus planos de contingência para a reabertura das atividades juvenis.

A Federação Nacional das Associações Juvenis (FNAJ) juntou-se à Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP) da Universidade Nova de Lisboa para lançar um Manual de Recomendações para as Associações Juvenis, para que as coletividades possam voltar às suas atividades em total segurança. O documento surge no âmbito da campanha “Desconfinar Jovem – A Tua Causa”, que, ao longo dos próximos meses, terá diversas iniciativas para apoiar os jovens no regresso às rotinas.

A par das medidas transversais definidas pela Direção-Geral da Saúde, cada associação deve delinear o seu próprio plano de contingência para diminuir a possibilidade de contágio por covid-19 nas suas comunidades, tendo em conta o tamanho dos seus espaços, o número de associados e o tipo de atividades que realiza. Para apoiar as associações nessa tarefa, o manual aborda como traçar um plano de contingência para diversos cenários, como devem funcionar as instalações e de que forma deve ser realizado o atendimento ao público e as atividades, sejam formativas ou recreativas, como espetáculos, eventos e campos de férias.

“Apesar da baixa probabilidade de os jovens serem afetados de forma severa pela covid-19, podem, sem saber, ser um veículo de transmissão do vírus para grupos de risco, incluindo as suas famílias, pelo que todos os cuidados são poucos. Queremos todos voltar à atividade associativa, mas temos a responsabilidade de o fazer em total segurança e este manual vem ajudar nessa tarefa, com o contributo essencial da ENSP”, afirma Tiago Manuel Rego, presidente da FNAJ.

As medidas identificadas no manual, que está já disponível online, no site da federação, foram apontadas com estreita colaboração da universidade: “Por considerar a importância decisiva dos jovens no controlo da pandemia, protegendo, em particular, aqueles que maior risco têm de ficar gravemente doentes, a ENSP respondeu imediatamente ao pedido que recebeu da FNAJ, reconhecendo a responsabilidade revelada, numa altura particularmente delicada em que a tentação de abandonar os procedimentos de higiene e distanciamento físico é muito forte, após estes meses de confinamento”, nota Maria Isabel Loureiro, vice-presidente do Conselho Nacional de Saúde e professora catedrática da Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa.

Também para analisar o efeito da pandemia, a FNAJ reuniu esta semana com Marcelo Rebelo de Sousa, que defendeu a mobilização da sociedade para fazer frente ao impacto da crise de saúde pública: “O Presidente da República está desperto para as necessidades dos jovens e para o impacto que o vírus teve nas suas vidas, quer ao nível da participação, através do associativismo e voluntariado jovem, quer na saúde mental, educação, habitação e emprego. É neste sentido que a FNAJ lançará um debate nacional, envolvendo entidades das mais diversas áreas, para analisar o que os jovens estão a perder durante a pandemia e o que podemos fazer para mitigar essa perda. Este encontro, aberto à sociedade civil, será fundamental para garantir um futuro para as camadas jovens”, diz Tiago Manuel Rego.

A FNAJ, que tem como missão representar a juventude perante os poderes públicos e políticos, envolve cerca de 1200 organizações e mais de meio milhão de portugueses entre os 13 e os 35 anos de idade.

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