• Notícias
  • Entrar
    Registar
    Sobre
    Ajuda

Notícia 

  • Todos
  • Atualidade
  • Empreendedorismo
  • Economia
  • Tecnologia
  • Empresas
  • Eventos
  • Guias
  • Entrevista
Back 5 erros de principiante que líderes de negócio desejavam nunca ter cometido

5 erros de principiante que líderes de negócio desejavam nunca ter cometido

Rita Maria Nunes
Rita Maria Nunes
Empreendedorismo
14 Jul 2022

Lideres falam do principal erro que cometeram no início da carreira, e que prejudicaram o crescimento dos seus negócios.

A posição de líder não é um cargo fácil, e vem com muitas responsabilidades e pressões. Não só é responsável pelo sucesso do seu negócio, também tem de manter um ambiente de trabalho positivo, fomentar a colaboração entre equipas e outros líderes, motivar os colaboradores e resolver problemas. Com tantas responsabilidades, os erros acabam por ser comuns, especialmente naqueles primeiros tempos de liderança.

Dedicada a ajudar empresários a fazer crescer os seus negócios, com um modelo centrado na partilha de conhecimentos e experiências entre pares, a TAB Portugal desafiou alguns dos membros a partilharem com os leitores do Empreendedor aquele que consideram ter sido o principal erro que cometeram no início da carreira, e de que forma estavam a prejudicar o crescimento dos negócios.

«Todos os homens cometem erros, mas só os sábios aprendem com eles.»

Winston Churchill

1. Manter as costas livres de fardos

Byron Roth, Proprietário e Presidente da TAB Lehigh Valley, Pensilvânia:

No início do meu papel de líder, tive a tendência de oferecer uma solução para todas as questões que me apareciam à porta. Claro está, quando todos os problemas passavam por mim, e só por mim, eu próprio era responsável pelas consequências. As soluções e os resultados tornaram-se problemas meus, e não do escritório — os meus funcionários apenas seguiam ordens.

Não me lembro onde a ouvi, mas nunca me esqueci do conceito da «transferência de fardos». O princípio básico é que quando um funcionário lhe apresenta um problema ou uma questão, o seu objetivo é verem-se livres do fardo que têm às costas (o problema), e atirá-lo para as suas. O seu objetivo, como líder, é garantir que o fardo não sai das costas deles. Para ajudar a treinar esta mentalidade, colei uma foto de um fardo no canto do monitor. Quando alguém entrava no meu escritório, via a fotografia e ficava com uma imagem mental de um fardo ao ombro. Mudou completamente a minha abordagem de oferecer soluções a perguntas.

Demorou algum tempo a cimentar o conceito na minha mente e na mente dos meus funcionários, mas revolucionou a minha forma de estar na gestão. Está a descobrir que o seu dia está cheio de quebra-cabeças e é você que está a dar todas as respostas? O seu pessoal não se propõe resolver problemas? Pense no fardo. Avalie se está a enfrentar os fardos de todos no seu negócio.


2. Tentar ganhar o concurso de popularidade

Dani Kimlinger, CEO da MINES and Associates e membro da TAB:

Tornei-me diretor-geral aos 30 anos. Quando me mudei para o meu papel, tive uma visão de que seria um diretor executivo acessível e agradável, mas rapidamente essa ideia foi por água abaixo. Aprendi que tinha de tomar decisões difíceis, cujos impactos seriam variados e que não agradariam a todos.

Solicitar feedback, fornecer contexto e manter uma comunicação aberta pode ajudar a minimizar estes impactos, mas pode não ser suficiente. Assim, de forma que mantivesse um olhar objetivo em qualquer situação, decidi aproveitar a minha formação em psicologia organizacional e comecei a perguntar a mim mesmo: «Se eu fosse consultor desta empresa, nesta situação, e estivesse a investigar, o que recomendaria e porquê?» Pode ser difícil, mas verá que os resultados de uma abordagem objetiva compensam!


3. Não estar à vontade com o silêncio

Jodie Shaw, CMO da The Alternative Board:

A escalada até ao topo, quer seja numa sala de aula ou numa empresa, é muitas vezes baseada na capacidade de responder a perguntas corretamente. Quando me tornei executivo, nas reuniões em que um determinado desafio ou oportunidade era apresentado ao grupo, eu era sempre o primeiro a propor algo. Esta ânsia de responder transbordou para a minha liderança de equipas: sempre que fazia uma pergunta a um determinado grupo e não obtinha resposta imediata, eu próprio respondia à questão.

Hoje em dia, sinto-me muito mais à vontade em não ser o primeiro a falar (na verdade, raramente falo) ou fazer mais perguntas em torno de um tema, o que ajuda os outros a brilhar. Se é sempre o primeiro a falar ou nota que acaba por monopolizar reuniões ou conversas, tente mudar, falando menos e ouvindo mais. Ficará surpreendido com o que ouve! Ao contrário da escola, a pessoa mais brilhante na sala não é sempre a que tem a resposta inteligente, mas sim a que tem a pergunta inteligente.


4. Confundir ser ativo com ser produtivo

Wm. David Levesque, Presidente da TAB Rochester:

O tempo é uma coisa finita, por isso, tudo o que escolhe fazer vem à custa de não poder fazer outra coisa. É comum confundirmos a atividade empresarial com a produtividade, mas, por vezes, aquilo que nos mantém ocupados está a bloquear as coisas mais importantes.

Uma solução para este problema que eu sugiro é começar com o objetivo final em mente e perguntar, a cada escolha de tarefas: «Qual destas vai realmente ajudar-me a avançar para o meu objetivo?» É um desafio universal, que funciona para diversas ocasiões, que ajuda a escolher o melhor caminho para atingirmos o objetivo mais depressa.


5. Ser um obstáculo no processo

Bob Green, Proprietário da The Alternative Board North Shore:

O papel de gestor de projetos, para mim, significava fazer as coisas certas a tempo e horas, todos os dias. No entanto, este pensamento levou a que eu tivesse a necessidade de regular tudo, para garantir que todas as minhas expectativas fossem satisfeitas. O resultado foi que a minha interpretação errada de domínio se tornou a barreira que me impedia a mim e à empresa de crescer.

Aprendi que o verdadeiro domínio é ser o professor que ajuda os outros a compreender as expectativas e as responsabilidades no processo. A melhor aprendizagem, para mim, foi descobrir que este esforço de dar mais liberdade à equipa não significa perder a liderança; cria, sim, oportunidade para construir caminhos em conjunto, em vez de ser um obstáculo para os outros.


Rita Maria Nunes
Rita Maria Nunes
Rita Maria Nunes, diretora-geral da TAB, nasceu para ser empreendedora e, como tal, não perdeu tempo, criando o seu primeiro negócio com apenas 14 anos. Trabalhou em diferentes projetos e empresas, entre Lisboa e São Paulo. Especializou-se em franchising e em ajudar outros negócios a crescer. Em 2021, foi escolhida pela TAB – The Alternative Board para liderar o mercado português, tornando-se na mulher mais jovem com um franchising da marca em todo o Mundo, lançando o conceito em Portugal no ano seguinte.
Não comece um negócio a menos que ele seja uma obsessão e algo que você ame. Se estiver a pensar numa estratégia de saída, então não é uma obsessão
Mark Cuban
Empresário Americano
Próximos Eventos
Empreendedor.com
Sobre o Empreendedor.com
Estatuto Editorial
Ficha Técnica
Termos de Utilização
Contactos
Contactos
  contacto@empreendedor.com

  • © 2026 Copyright Empreendedor
  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
Powered By