Apoio privado à educação cresce em Portugal para responder a barreiras no acesso ao ensino.
O apoio privado à educação está a ganhar peso como resposta às barreiras económicas no acesso ao ensino, num contexto em que o financiamento e a previsibilidade dos custos continuam a condicionar as decisões de milhares de estudantes.
A
EPIS – Empresários Pela Inclusão Social antecipou o lançamento do programa de Bolsas Sociais 2026 em quatro meses, com o objetivo de alargar o número de beneficiários e dar maior previsibilidade a alunos e famílias na preparação do próximo ano letivo.
A iniciativa abrange diferentes níveis de ensino, desde o secundário ao ensino superior, incluindo licenciaturas, mestrados e cursos técnicos, integrando em alguns casos programas de mentoria e estágios.
“Queremos garantir que o maior número de alunos e famílias saibam, o mais cedo possível, com que tipo de apoios podem contar para continuar os seus estudos”, afirma Diogo Simões Pereira, diretor-geral da EPIS, sublinhando que “essa antecipação pode fazer toda a diferença nas opções de cursos e instituições”.
O reforço deste tipo de instrumentos surge num contexto em que o acesso à educação continua a ser condicionado por fatores financeiros, obrigando a uma maior intervenção de entidades privadas e de investimento social.
Até à edição de 2025, a EPIS atribuiu 1.523 bolsas e mobilizou um investimento de 3,2 milhões de euros, envolvendo 118 investidores sociais e 99 doadores individuais. Para 2026, a organização pretende mobilizar mais de 900 mil euros, com o objetivo de apoiar um número crescente de estudantes.
“Num contexto como o atual, as Bolsas Sociais são uma ferramenta essencial para que mais jovens consigam continuar a estudar sem barreiras financeiras”, acrescenta Diogo Simões Pereira.
A crescente relevância do apoio privado à educação reflete uma tendência mais ampla de reforço do investimento em capital humano, num cenário em que a qualificação se mantém como um dos principais fatores de competitividade económica.