Empreendedor.comA Artica, empresa de artesãos tecnológicos que desenvolve soluções interativas para marcas, exposições e espetáculos, anuncia agora o lançamento do seu primeiro produto.
A Artica, empresa de artesãos
tecnológicos que desenvolve soluções interativas para marcas, exposições e
espetáculos, anuncia agora o lançamento do seu primeiro produto. Artica
Instruments é o nome dado aos painéis de controlo personalizáveis, que podem
ser usados para inúmeras funcionalidades, como música, luzes ou robótica.
A Artica Instruments
permite aos utilizadores criarem um painel adaptado às suas preferências em
termos físicos – escolhendo os vários tipos de interfaces que preferem, como
botões ou interruptores –, sem precisar de grandes conhecimentos de eletrónica
ou programação.
A ideia surgiu da relação
de Guilherme Martins, cofundador da empresa, com a música e pretende resolver
um problema com que todos os criadores se deparam. “Apesar de não ser músico,
já há muito tempo que experimento vários softwares de exploração musical e,
cada vez que queria desenvolver novo hardware, tinha de refazer os circuitos à
mão. Isto implicava soldagem, semelhante ao trabalho de um ourives. Era um
processo demasiado longo.
Resolvemos, então, criar
este sistema modular no qual, se quiser adicionar um botão, não tenho de estar
a construir tudo de raiz, basta pegar num módulo, acrescentar uma placa e
expandir o painel de acordo com as necessidades do momento”, explica.

No caso da música, a
Artica Instruments permitirá que um músico que tem uma grande parafernália de
software musical que controla através do teclado e do rato, passe a ter uma
alternativa mais intuitiva que os restantes equipamentos, conseguindo também
controlar mais funções ao mesmo tempo.
Fundada em 2011, a Artica
tem uma equipa especializada em áreas como a eletrónica, design de jogos,
realidade aumentada e realidade virtual, conteúdo 3D, computação física e
robótica. Estes artesãos já desenvolveram projetos, como um jogo para a
exposição dos Avengers, presente em Las Vegas e Paris, ou o neurónio interativo
de 15 metros presente na exposição "Cérebro - mais vasto que o céu",
exibida na Fundação Calouste Gulbenkian, em 2019.