Patrícia CampaniçoDescubra quais são as 'pedras' no caminho do empreendedor e aprenda a usá-las para construir o seu castelo.
Conhecer-se é também saber o que nos impede de realizar os nossos objetivos empreendedores. Ter uma ideia e implementá-la são duas coisas completamente diferentes. Todos nós temos forças e fraquezas que nos podem ajudar no caminho, atrasar-nos, ou até mesmo impedir-nos de realizar os nossos objetivos e planos.
Estas são algumas das barreiras que nos impedem de avançar no nosso caminho:
Esta barreira pode referir-se a uma série de coisas, como exemplo, esperar que alguém assuma a responsabilidade ou iniciativa, ou de esperar ganhar o Euromilhões para investir na sua ideia. A realidade é que quanto mais adia, menor é a possibilidade de realizar o seu objetivo. É tentador colocar a responsabilidade das coisas nos outros, mas assumir a responsabilidade é uma componente chave para o sucesso dos projetos.
A sociedade incute em nós pensar na realização dos outros - das suas ideias, aspirações e desafios - e raramente somos encorajados a pensar nas nossas conquistas, forças e fraquezas. Por isso, torna-se difícil identificar o que queremos e estabelecer prioridades na nossa vida.
Pensar no projeto como uma grande tarefa, que não pode ser repartida em pequenas conquistas, dificulta o arranque do mesmo e pode ser desmotivador. As capacidades organizacionais são essenciais para o sucesso, por isso repartir o projeto em pequenas etapas é sempre uma boa opção.
Muitos de nós vivemos só para o dia-a-dia e resistimos a estabelecer objetivos. Definir metas é crucial para uma implementação efetiva dos projetos. Estudos apontam que 90% das pessoas que estabelecem objetivos conseguiram concretizá-los. A melhor maneira de definir os seus objetivos é estruturá-los a partir da sua vocação.
Muitos de nós desenvolvemos a falsa crença que temos que ser perfeitos e que o fracasso é uma coisa má. Na verdade, nós aprendemos melhor com os erros que cometemos. O fracasso pode ensinar-nos coisas valiosas.
Vivemos na crença de que os outros são mais inteligentes, mais bem formados, com mais recursos, com mais rede de suporte, ou com uma ideia melhor que a nossa. Esse processo de comparação constante pode diminuir o nosso sentido de autoestima e ter uma influência negativa no desenvolvimento do nosso projeto.
Alguns projetos, em particular os de grande escala, necessitam de assistência, suporte e cooperação dos outros. A não envolvência das principais partes interessadas (stakeholders) desde a fase inicial do projeto pode ser uma barreira à sua continuidade do projeto.
Muitas vezes dizemos ou ouvimos dizer: 'surgiu uma coisa', 'as coisas acumulam-se', ' estou cheio(a) de trabalho', ou 'não sei para onde hei de me virar'. São frases que servem de desculpa para não avançarmos nos nossos projetos. É fundamental priorizar o nosso tempo para a concretização dos nossos planos. Caso contrário, a vida 'ultrapassa-nos'.
A nossa falta de confiança muitas vezes remete-nos ao facto de não acreditarmos que temos as competências necessárias para concretizar o projeto. Uma boa avaliação das nossas forças e fraquezas - procurando potenciar as nossas forças e minimizar as nossas fraquezas através de outros recursos ou formação pessoal - é essencial para iniciarmos o nosso caminho empreendedor.
Ter a coragem e força de vontade para concretizar os nossos objetivos empreendedores, nem sempre é fácil, particularmente se temos obstáculos no caminho. Desenvolver a força de vontade é manter a disciplina e lidar com os nossos medos.
E, agora, que se conhecem as principais 'pedras' no caminho do empreendedor, pergunte-se 'o que me impede de realizar hoje os meus objetivos?' E, então, pegue nas suas 'pedras' e construa o seu castelo.