Empreendedor.comDe janeiro a outubro deste ano, o Portal da Queixa registou cerca de 5.644 reclamações dirigidas ao setor bancário, marcando um aumento de 35% em comparação com o mesmo período de 2022.
O setor bancário português está a enfrentar um aumento significativo nas reclamações dos consumidores, revelando a crescente insatisfação com os serviços prestados pelas entidades financeiras. Nuna altura desafiante para as instituições bancárias, com o aumento da inflação e das taxas de juros, as estatísticas do Portal da Queixa mostram que as preocupações dos consumidores têm vindo a crescer.
De janeiro a outubro deste ano, o Portal da Queixa registou cerca de 5.644 reclamações dirigidas ao setor bancário, marcando um aumento de 35% em comparação com o mesmo período de 2022. As principais razões para as reclamações incluem problemas no apoio ao cliente, dificuldades de comunicação com as entidades bancárias e questões relacionadas com o crédito à habitação.
Entre os bancos com maior volume de queixas está a Caixa Geral de Depósitos (CGD) que lidera o ranking das instituições bancárias com o maior volume de reclamações (26%). O ActivoBank surge em segundo lugar (15%); seguido de perto pelo Millennium BCP (11%) em terceiro; e o Santander (9%) no quarto lugar. O Banco de Portugal também foi alvo de reclamações, recebendo 7% das queixas deste ano.
Apesar das altas taxas de reclamações, o ActivoBank lidera o Índice de Satisfação (IS), com uma pontuação de 81.2 em 100, seguido da CGD com 61 pontos. Por outro lado, Santander tem o menor IS com apenas 17.6.
Com o aumento das taxas de juro na Europa decidido pelo Banco Central Europeu (BCE), as famílias com empréstimos para habitação podem esperar mais dificuldades financeiras a partir de outubro. Este aumento significativo nas reclamações destaca a necessidade urgente de as instituições financeiras melhorarem os seus serviços e a comunicação com os consumidores.