Empreendedor.com EditorGuia Salarial 2026 revela forte competição por talento tecnológico, com salários mais elevados em liderança, IA e cibersegurança.
O Guia Salarial 2026 da Adecco indica que a competição por talento tecnológico em Portugal está a elevar salários em liderança, IA e cibersegurança, num mercado cada vez mais seletivo.
A competição por talento tecnológico em Portugal está a ganhar nova intensidade. De acordo com o Guia Salarial 2026 da Adecco, a pressão sobre inovação, segurança e escalabilidade está a redefinir o valor dos profissionais de IT, num mercado onde a especialização técnica já não é suficiente sem visão estratégica e capacidade de adaptação.
Segundo Bernardo Samuel, Country Head of Permanent Recruitment da Adecco Portugal, “o talento tecnológico mais valorizado em 2026 é aquele que consegue garantir continuidade operacional, transformar dados em valor e assegurar segurança num contexto de crescente sofisticação digital”.
As funções de liderança continuam a concentrar os níveis salariais mais elevados. Em Lisboa, posições como VP ou Director of IT podem atingir os 150 mil euros anuais, enquanto cargos como CIO e CTO apresentam faixas que podem chegar aos 130 mil e 120 mil euros, respetivamente. No Porto, os valores mantêm-se próximos, refletindo a consolidação de polos tecnológicos fora da capital.

A valorização estende-se igualmente à cibersegurança, impulsionada pelo aumento das ameaças digitais e pela pressão regulatória. Funções como CISO podem atingir os 120 mil euros anuais, enquanto perfis especializados em engenharia e gestão de segurança registam faixas que evidenciam escassez de talento qualificado.
A explosão de dados e a adoção de Inteligência Artificial estão também a reconfigurar o mercado. Perfis ligados a liderança em IA e dados, como Head of AI ou VP of Data, surgem entre os mais valorizados, acompanhando a crescente integração destas tecnologias nos modelos de negócio.
Ainda assim, o Guia Salarial 2026 sublinha que a competição por talento tecnológico não se resolve apenas com remuneração. Progressão de carreira, projetos desafiantes, flexibilidade e equilíbrio entre exigência e sustentabilidade profissional são hoje fatores decisivos para atrair e reter profissionais num setor cada vez mais estratégico para a economia portuguesa.