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Construção mais sustentável exige mais do que certificações verdes

Empreendedor.com  Empreendedor.com
  2 min

Relatório da ONU assinala progresso nas emissões do setor, mas especialistas defendem maior adoção de tecnologia inteligente

O setor da construção registou, pela primeira vez desde 2020, uma estagnação nas suas emissões de CO2, de acordo com o mais recente relatório das Nações Unidas e da Global Alliance for Buildings and Construction. Intitulado "Not Just Another Brick in The Wall: The Solutions Exist", o documento aponta para um potencial ponto de viragem rumo à descarbonização. Ainda assim, os especialistas alertam que este avanço poderá ser ilusório se não for acompanhado pela adoção real de tecnologias inteligentes que permitam monitorizar e otimizar o consumo energético em tempo real.

Donatas Karčiauskas, CEO da empresa de eficiência energética Exergio, sublinha que os atuais certificados ambientais “não sempre refletem reduções reais de emissões”. Para o responsável, as certificações baseiam-se, em grande parte, no design inicial dos edifícios, e não no seu desempenho energético contínuo. “Devemos perguntar se estamos realmente a avançar para edifícios neutros em carbono ou apenas a colecionar selos de eficiência sem impacto real”, questiona.

Embora o número de edifícios certificados continue a crescer em países da OCDE, a adoção de tecnologias de inteligência artificial, sistemas de controlo automatizado e sensores de dados permanece limitada a poucos mercados. Esta lacuna entre o potencial e a realidade levanta sérias dúvidas quanto à eficácia das atuais estratégias de descarbonização no setor.

Mercado da construção com crescimento moderado
Foto de Engin Akyurt em Pexels

Segundo Karčiauskas, o centro comercial “Ozas”, em Vilnius, onde a Exergio conseguiu reduzir o consumo de eletricidade em quase um terço e o uso de energia para climatização em mais de 35% através de soluções baseadas em IA, é um exemplo da eficácia destas ferramentas. Para Karčiauskas, “o caminho para edifícios sustentáveis passa por sistemas que analisam continuamente dados de sensores, ocupação e meteorologia, ajustando automaticamente os consumos”.

O relatório defende também a atualização dos códigos de construção para incluir padrões mínimos de desempenho real e capacidades de interação com as redes energéticas. Contudo, o verdadeiro desafio está na implementação prática desses requisitos, onde a tecnologia terá de desempenhar um papel central.

A estagnação das emissões é um sinal positivo, mas insuficiente face à urgência da crise climática. A adoção de soluções tecnológicas em larga escala poderá ser o passo decisivo para que os edifícios deixem de ser apenas “certificados” como verdes e passem, efetivamente, a sê-lo.


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