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Da ideia à prática - como começar um negócio em que ninguém acredita?

Paulo Veiga  Paulo Veiga
  2 min

Para vencer no mundo do empreendedorismo é preciso acreditar num negócio em que todos os outros duvidam, depois é ter sorte e arranjar clientes. Essa é a história da vida de Paulo Veiga.

O título deste artigo é a história da minha vida.

Foi durante o meu percurso universitário no ISEG, entre 1987/1992, que cedo percebi que era mais um entre 300 alunos e com a minha média previsível de 11,5 valores não iria ter convites para as grandes empresas. Por isso, no quarto ano fui fazer um estágio a Madrid em parceria com a AIESEC. Foi a melhor decisão da minha vida, dar um passo em frente numa altura onde não existiam programas Erasmus.

Foi em Madrid, na empresa onde estava a estagiar, que tropecei numa caixa de cartão com pastas de arquivo. Ao obter a resposta à minha pergunta sobre o que era aquilo, fez-se logo luz. Era uma empresa que guardava o arquivo 'morto' em grandes armazéns na periferia de Madrid.

Regressado do estágio e em conversa com amigos, entre imperiais e tremoços, rapidamente percebemos que a ideia era gira e poderia ter viabilidade. No entanto, não fomos só nós que achámos a ideia gira. Por essa altura, em 1992, assisti a uma apresentação do CPIN - centro promotor de ideias e negócios, uma agência da então CEE para promover o empreendedorismo dos jovens que nos apoiaram numa candidatura ao FAIJE - Fundo de Apoio à Iniciativa de Jovens Empresários.

Feito o plano de negócios - afinal éramos estudantes de económicas - começou o calvário e cedo percebemos que o mercado e os bancos não reagem bem à inovação. Cedo, portanto, os meus amigos foram trabalhar e eu fiquei, resiliente, a lutar pelo projeto.

A história é conhecida e já a contei algumas dezenas de vezes em diversos fóruns. Será fácil 'googlar' a mesma.

Em conclusão, acreditar é o primeiro passo, vender o segundo, ter sorte o terceiro. Foi isso que me aconteceu. Acreditei e acredito muito no projeto, na sua razoabilidade económica e importância para os clientes. Depois não há ótimas ideias com bons líderes sem mercado. O mercado manda e o cliente é rei, quem diz o contrário está errado, sem clientes não há empresas. Finalmente, como em tudo na vida é preciso sorte, sorte com a equipa, as nossas pessoas, a quem demos oportunidade de se juntarem a esta nossa visão, com a conjuntura e sua oportunidade de arranque. Conheço ótimas ideias e projetos que apareceram no momento errado. Por tudo isto deem asas ao empreendedor que há em vocês, façam a vossa estrada e sejam felizes!


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Paulo Veiga
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