Drones na emergência médica ganham escala com investimento de 3 milhões de euros na Everdrone.
Startup sueca Everdrone capta 3 milhões de euros para expandir drones médicos já integrados na resposta a emergências, com operações na Suécia e novos contratos em França.
A utilização de drones na resposta a emergências médicas está a avançar para uma fase de expansão comercial, após a empresa sueca
Everdrone ter captado 36 milhões de coroas suecas (cerca de 3,1 milhões de euros) numa nova ronda de financiamento. O objetivo passa por validar a integração destes sistemas nos serviços de saúde e acelerar a entrada em novos mercados europeus.
A empresa desenvolve drones autónomos para intervenções médicas urgentes, permitindo a entrega rápida de equipamentos como desfibrilhadores antes da chegada das ambulâncias. Esta abordagem procura reduzir o tempo de resposta em situações críticas, como paragens cardíacas, onde cada minuto é determinante para a sobrevivência.
Atualmente, a Everdrone opera na região de Västra Götaland, na Suécia, onde mantém o que descreve como o primeiro serviço de drones integrado numa cadeia real de resposta a emergências médicas. A tecnologia está também a ser adotada por outras regiões, incluindo Estocolmo e a Normandia, em França.
“Este financiamento dá-nos melhores condições para continuar a construir a empresa e expandir os nossos serviços para mais mercados na Europa”, afirmou Mats Sällström, CEO da Everdrone. O responsável sublinha ainda o crescente interesse por soluções deste tipo, à medida que os sistemas de saúde procuram formas de reduzir tempos de resposta e melhorar a cobertura, tanto em zonas urbanas como rurais.
A ronda foi liderada pela Sciety, investidora especializada em saúde e tecnologias digitais, que identificou na empresa uma aplicação concreta para um problema crítico. “A Everdrone responde a uma necessidade clara na área da emergência médica e já estabeleceu parcerias com várias regiões na Suécia e em França”, afirmou Andreas Lindblom, managing partner da
Sciety.
Desde a sua fundação, a empresa tem desenvolvido a tecnologia em colaboração com entidades de saúde e realiza operações reais desde 2020. A entrada em fase comercial sinaliza agora uma nova etapa para este tipo de soluções, num contexto em que a combinação entre tecnologia autónoma e serviços de saúde começa a ganhar tração à escala europeia.