Empresas procuram IA privada para proteger dados sensíveis

Empreendedor.com

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IA privada nas empresas ganha relevância à medida que cresce o risco de exposição de dados em ferramentas públicas de inteligência artificial.
A crescente utilização de ferramentas públicas de inteligência artificial generativa nas empresas está a levantar preocupações relacionadas com a proteção de informação estratégica e confidencial. Neste contexto, começa a ganhar peso a adoção de soluções de IA privada nas empresas, capazes de permitir o uso de modelos de linguagem sem exposição de dados sensíveis.
Segundo o relatório “2025 AI Adoption & Risk Report” da empresa Cyberhaven, mais de um terço da informação introduzida por colaboradores em ferramentas de IA públicas contém dados considerados sensíveis. Este risco está a levar muitas organizações a procurar alternativas que permitam integrar inteligência artificial nos seus processos internos mantendo controlo sobre o conhecimento corporativo.
É neste enquadramento que o Grupo Gigas anunciou o lançamento do Biblion, uma plataforma de inteligência artificial generativa privada destinada ao uso empresarial. A solução foi concebida para permitir que equipas consultem e interajam com documentação interna em linguagem natural, mantendo a informação num ambiente controlado.
De acordo com Víctor Guerrero, CEO do Grupo Gigas, a procura por este tipo de soluções está ligada às exigências de segurança e governação da informação nas organizações. “As empresas querem integrar a IA generativa nos seus processos, mas sem abdicar da soberania sobre a sua informação”, afirma.
A tendência reflete uma mudança na forma como as empresas encaram a adoção da inteligência artificial, procurando equilibrar o potencial destas tecnologias com a necessidade de garantir proteção de dados, rastreabilidade da informação e controlo sobre o conhecimento interno.