Liliana SantosFalar em público, quer este esteja fisicamente presente ou do outro lado do ecrã, não é fácil para todas as pessoas, mas pode ser aprendido.
Falar em público, quer seja para um público fisicamente presente ou para um público que está do outro lado do ecrã, não é fácil para todas as pessoas. A comunicação é uma arte que pode ser aprendida, trabalhada e constituir-se numa ferramenta incrível, quer em termos pessoais, quer em termos profissionais.
Confesso que não sou a pessoa mais extrovertida do mundo e que nem sempre foi fácil ter uma comunicação aberta e fluída. Quando mergulhei no mundo da aromaterapia e comecei a dar formação nesta área, comecei por reunir em sala cerca de 20 pessoas. Todo esse palco, inicialmente, dava-me algum stress. Felizmente a minha formação de base em psicopedagogia acabou por ser uma forte aliada por ter tido uma forte componente teórica e prática ao nível da comunicação.
E é sobre este tema que gostava de me debruçar: os ciclos de estudo onde a comunicação não é abordada é, na minha opinião, um grande erro. Estudar a técnica, ser especialista em determinada área e depois não sabe comunicar, não saber qual o posicionamento que mais se adequa e como chegar aos clientes é uma das maiores falhas das formações.
Quando fundei o Instituto Português de Aromaterapia as duas dezenas de formandos em sala rapidamente escalaram para as dez dezenas. Percebi que, se para mim a formação de base em comunicação era essencial, também para estes formandos cheios de garra e espírito empreendedor precisavam dessa componente.
Decidi acrescentar ao plano de estudos da certificação em aromaterapia profissional dois módulos – o de presença e o de comunicação para, desta forma, dar todas as ferramentas aos meus alunos.
E de que ferramentas falamos? Falamos de um conjunto de ferramentas e meios que nos permitem divulgar o nosso trabalho. Seja ele na área da saúde natural ou de qualquer outra. São ferramentas transversais, mas essenciais para uma comunicação de excelência.? Tome nota de alguns passos:

Para um empreendedor vingar tem, antes de mais, conhecer o seu negócio de forma irrepreensível. Não na ótica do produto e/ou serviço, mas na ótica dos benefícios que oferece.
Para quem vamos comunicar? Quem é o nosso target? Conhece a sua persona? Questões muito importantes para saber como devemos comunicar.
Estabelecer metas e objetivos mensuráveis. Nas minhas aulas costumo dar este exemplo e os meus alunos dizem que é bastante explícito. Imaginem que tenho como objetivo perder peso até final do ano. Como vou saber se realmente atingi o objetivo? Bastar-me-ia perder 500 gramas para alcançar o objetivo? Não, claro que não! É esta a importância de estabelecer metas. Um objetivo seria ‘’perder 5kg até final do ano.’’ Ume exemplo prático e simples, mas bastante claro.
Os consumidores e clientes gostam de criar uma relação emocional com as marcas. As marcas têm de transmitir algo, têm de ensinar, educar e acrescentar valor.

A forma como comunicamos, a aparência do nosso site e as redes sociais da nossa marca dizem muito sobre a nossa postura. Desta forma, é fundamental investir em instrumentos de comunicação coesos, plataformas user-friendly e que acrescentem valor a quem nos segue.
Em suma, sugiro que na hora de olharmos para formações e para os conteúdos programáticos das mesmas, tenhamos atenção a toda esta componente prática ao nível da comunicação e presença.
Segundo Bill Gates, se não está na internet, não existe. Eu acrescentaria… se não está (bem) na internet, também não existe.