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Fontes de tráfego: Google ultrapassa Facebook nos smartphones

José Mendes  José Mendes
  3 min

O Google ultrapassou o Facebook como a principal fonte de tráfego de referência a partir de dispositivos móveis. Segundo a Chartbeat o Facebook está em declínio no tráfego para sites desde setembro de 2017, uma queda que coincidiu com as alterações no algoritmo da rede social, anunciado em janeiro deste ano.

O estudo desenvolvido pela Chartbeat, uma empresa que, tal como a Google Analytics, se dedica à análise de conteúdos digitais, contraria a ideia de que os utilizadores de dispositivos móveis são players sociais, ou seja, utilizam os links partilhados nas redes sociais – como o Facebook – para aceder a outros sites. A pesquisa revela agora um comportamento bem diferente, predominando a utilização do Google para encontrar o link com o conteúdo desejado.

[caption id="attachment_5269" align="aligncenter" width="591"] Foto: A evolução das três principais fontes de tráfego a partir de dispositivos móveis, segundo a Chartbeat (blog.chartbeat.com).[/caption]

“A ultrapassagem do Facebook como fonte de tráfego direto móvel para sites de conteúdos é um marco importante. Isso significa que os consumidores podem ser mais leais aos sites de notícias do que o esperado, e os editores também podem estar numa posição melhor em relação ao Facebook”, estima a Chartbeat.

Além disso, o Facebook não perde apenas para os smartphones, mas regista também descidas como fonte de tráfego em todos os dispositivos. "Sabemos que, no desktop, a maioria dos leitores acede diretamente um site", diz a Chartbeat, “esse comportamento era diferente [até hoje] para os dispositivos móveis”.

A mudança de comportamento dos utilizadores de smartphones é ainda mais surpreendente quando, segundo a Chartbeat, “o tráfego geral para sites de conteúdos editoriais permaneceu estável”. Ou seja, os utilizadores continuam a aceder aos sites habituais, mas, na sua maioria, já não o fazem através das redes sociais.

Esta descida poderá estar relacionada com a alteração de algoritmo, anunciada em janeiro (embora o Facebook tenha procedido às alterações desde outubro) e que causou os protestos de numerosos produtores de conteúdos, com alguns sites de notícias fechando as suas páginas na rede social e demitindo as suas equipas de marketing ou de conteúdos digitais. Também as sucessivas notícias sobre a utilização das redes sociais na partilha de “fake news” e o mais recente escândalo com a Cambridge Analytica, podem ter contribuído para a alteração de comportamento dos utilizadores de dispositivos móveis.

Naturalmente que a mudança no tráfego de referência também é mérito do Google que, no último ano, investiu na pesquisa para smartphones, com as Accelerated Mobile Pages (AMP), concorrendo diretamente com os Instant Articles do Facebook e, sobretudo com o novo referenciador – Sugestões do Google Chrome – que, desde janeiro de 2017, já cresceu 2100% tornando-se um dos um dos referenciadores de tráfego mais aliciantes para editores.

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José Mendes
Jornalista e sociólogo, sou um entusiasta das relações humanas e interesso-me particularmente por questões de liderança e problemáticas organizacionais. Encontra-se desde 201...
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