José MendesDenominado ‘+Plus’, o fundo de investimento destina-se à promoção de ideias alinhadas com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), definidos pela ONU como meta para 2030.
A Santa Casa da Misericórdia lançou fundo de investimento
para projetos de empreendedorismo com impacto social e ambiental. A iniciativa,
com o valor de 500 mil euros, será gerida pela Casa do Impacto, o ‘hub’ da
Santa Casa da Misericórdia de Lisboa dedicado ao desenvolvimento de projetos de
empreendedorismo social.
Denominado ‘+Plus’, o fundo de investimento destina-se à
promoção de ideias alinhadas com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável
(ODS), definidos pela ONU como meta para 2030.
“Queremos acrescentar o nosso contributo e dar apoio não
apenas financeiro, mas também capacitar os empreendedores para que possam
testar e provar na prática a valia e capacidade destes projetos”, sublinhou
Edmundo Martinho, o Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, na sessão
de lançamento do fundo, que decorreu quinta-feira, 20 de fevereiro, nas
instalações da Casa do Impacto.
As candidaturas estão abertas até 30 de abril
Para Edmundo Martinho, esta iniciativa é “mais um sinal que
reflete a ambição redobrada e acrescida da SCML e Casa do Impacto em apoiar
iniciativas geradoras de novas e inovadoras soluções para os desafios sociais e
ambientais”, e o fundo é uma oportunidade de “apoiar projetos que já têm
impulso, mas que precisam de ganhar escala.”
Para Inês Sequeira, Diretora da Casa do Impacto o programa surge
para “colmatar as falhas que encontrámos no mercado”. “Existem muitos prémios
que dão dinheiro, mas depois não fazem o acompanhamento”, por outro lado,
destaca Inês Sequeira, “habitualmente as entidades não querem investir em
projetos que ainda não provaram nada, por causa do risco associado”.
A Santa Casa da Misericórdia – e a Casa do Impacto – querem contrariar
essa tendência. “Por reconhecermos que uma startup social demora mais tempo a
dar retorno financeiro, criamos este fundo filantrópico, que é paciente e dá as
ferramentas para que as soluções consigam sair do papel e resolver os problemas
que enfrentamos”, frisa Inês Sequeira.
O Fundo ‘+Plus’ tem um programa de apoio, até 20 mil euros,
para a implementação do projeto no prazo de um ano – a designada vertente de
testing – e apoio até 100 mil euros na vertente de early stage, para
desenvolvimento de projeto em três anos.

As candidaturas estão abertas até 30 de abril e os interessados
podem inscrever-se online em http://mais.scml.pt/casadoimpacto/plus/,
tendo em conta que os foco são projetos alinhados com os ODS 2030, com impacto
social ou ambiental. “O que nos move são causas de natureza social e, por isso
é importante que não se perca de vista que estas iniciativas acrescentem valor”,
salienta o Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.
O evento de lançamento do fundo de investimento da Casa do
Impacto, foi ainda marcado por um debate sobre “Investimento para o impacto -
Como é que os Desafios 2030 se transformam em oportunidades”, que envolveu Inês
Sequeira, António Miguel, Managing Partner da Maze, Filipe Almeida, Presidente
do Portugal Inovação Social e moderado por Nathalie Ballan, fundadora da Sair
da Casca, falou-se na complementaridade entre iniciativas de investimento e
capacitação como a Maze e o Portugal Inovação Social, aos quais se junta agora
o +Plus, para apoiar os projetos na sua fase mais inicial.
Ana Mendes Godinho, Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social
fechou o evento e falou na “grande necessidade de inquietude para nos obrigar a
não aceitar as coisas como estão e inovar, fazer sempre melhor para trazer mais
capacidade de resposta. Que a Casa do impacto tenha uma capacidade
multiplicadora: levar soluções e inovação a todo o país com respostas adequadas
e adaptadas ao território.”
No evento, estiveram ainda presentes representantes do Conselho Consultivo do
+Plus: a Missão Continente, a Sociedade de Advogados Vieira de Almeida, a
Danone, a Fundação Altice e a Fidelidade.