Empreendedor.comJovens portugueses valorizam empregos com bons salários, flexibilidade e oportunidades de crescimento, revela estudo EMIP 2024.
A Google, Microsoft e Deloitte lideram a lista das empresas mais desejadas pelos jovens portugueses, segundo o estudo Empresas Mais Incríveis de Portugal 2024 (EMIP 2024), conduzido pela Magma Studio, uma consultora especializada na gestão de talento jovem. A pesquisa, baseada em 6.558 respostas de estudantes e recém-licenciados, revela que a geração que entra no mercado de trabalho valoriza mais do que apenas um bom salário – procura flexibilidade, desafios e oportunidades de desenvolvimento profissional.
"As empresas que querem captar e reter talento precisam de perceber que os jovens não se movem só por salários. Querem aprender, crescer e sentir que o seu trabalho faz a diferença. Se uma empresa não lhes der isso, alguma o fará", sublinha Miguel Gonçalves, CEO da Magma Studio.

Os setores mais atrativos para os jovens profissionais são:
Por outro lado, banca e seguros são os menos desejados, com apenas 4% de preferência.
O estudo revela ainda que os recém-licenciados esperam um salário médio líquido de 1.303€/mês. No entanto, há disparidades:

Embora o salário continue a ser um fator relevante, 77% dos jovens preferem um modelo de trabalho híbrido e apenas 16% desejam um regime presencial. A flexibilidade é vista como essencial para o equilíbrio entre vida pessoal e profissional.
A falta de crescimento e aprendizagem é o principal motivo para mudar de emprego (26% dos inquiridos), seguido por melhores condições salariais (24%) e incompatibilidade com a cultura da empresa (11%).
"Os jovens não querem apenas um salário competitivo. Querem flexibilidade, desafios e uma cultura que os faça sentir parte de algo maior. As empresas que não perceberem isto vão perder os melhores talentos", acrescenta Miguel Gonçalves.

Ao entrar no mercado de trabalho, os jovens portugueses manifestam algumas preocupações:
A nível social, os principais desafios identificados são:
O EMIP 2024 revela que as empresas que querem atrair os melhores talentos terão de oferecer mais do que um bom ordenado. A flexibilidade, o crescimento profissional e uma cultura empresarial forte são agora critérios decisivos para os jovens profissionais.