Hotéis de luxo apostam em gestão energética inteligente para reduzir custos e reforçar sustentabilidade no turismo.
Resorts em Portugal estão a acelerar a digitalização energética para reduzir custos e melhorar a eficiência operacional, num contexto de maior pressão sobre sustentabilidade e consumo.
A hotelaria de luxo em Portugal está a intensificar a aposta em sistemas inteligentes de gestão energética, procurando responder ao aumento dos custos operacionais e à crescente exigência em matéria de sustentabilidade. A integração de tecnologia para monitorização e controlo em tempo real surge como uma das principais tendências na operação de empreendimentos turísticos de maior escala.
Um exemplo desta evolução é o
Spatia Comporta, resort localizado no Carvalhal, em Grândola, que implementou uma solução integrada de gestão de energia, climatização e mobilidade elétrica. O sistema permite centralizar a operação técnica do empreendimento, monitorizando consumos, ajustando automaticamente a origem da energia utilizada e gerindo infraestruturas como carregadores de veículos elétricos e sistemas de climatização.
De acordo com a
Schneider Electric, responsável pela implementação tecnológica, esta abordagem permite “operar com maior eficiência, sustentabilidade e fiabilidade”, ao integrar diferentes sistemas num único ecossistema digital. “A integração das nossas plataformas permite ao resort garantir continuidade de serviço e excelência operacional”, afirmou Aroa Ruzo, Country President da empresa.
A crescente complexidade dos empreendimentos turísticos, sobretudo em projetos dispersos e de grande dimensão, está a acelerar a adoção deste tipo de soluções. A possibilidade de gerir remotamente energia, água e mobilidade elétrica, bem como de otimizar a utilização de fontes renováveis, torna-se um fator crítico para controlar custos e assegurar padrões elevados de serviço.
Do lado do promotor, a aposta nestas infraestruturas é também vista como uma preparação para exigências futuras. “A colaboração com a Schneider Electric permitiu-nos elevar os padrões operacionais e preparar-nos para os desafios da digitalização e da neutralidade carbónica”, referiu Vasco Cunha Mendes, diretor da Eurosuez Real Estate, entidade associada ao desenvolvimento do projeto.
Esta evolução reflete uma tendência mais ampla no setor do turismo, onde a eficiência energética e a gestão inteligente de recursos estão a passar de elemento diferenciador para requisito operacional, sobretudo em segmentos de maior valor acrescentado.