IA acelera testes de segurança nas empresas em Portugal, com novo serviço que permite simular ataques de forma contínua e reforçar a proteção num contexto de maior exigência regulatória.
A utilização de inteligência artificial para testar sistemas informáticos começa a ganhar escala em Portugal. A Warpcom anunciou o lançamento de um serviço gerido que permite às empresas realizar testes de intrusão de forma contínua, recorrendo a tecnologia desenvolvida pela norte-americana Horizon3.ai.
Os testes de intrusão, conhecidos como “pentesting”, consistem na simulação controlada de ataques informáticos com o objetivo de identificar vulnerabilidades antes que sejam exploradas por agentes maliciosos. Tradicionalmente realizados de forma pontual, estes exercícios passam agora a poder ser executados com maior frequência e automatização.
Segundo Bruno Gonçalves, Business Unit Manager de Cybersecurity da Warpcom, “mais do que identificar vulnerabilidades, conseguimos demonstrar de que forma podem ser exploradas e qual o impacto que podem ter nas operações diárias”. A abordagem permite reduzir o intervalo entre a deteção de falhas e a sua correção, diminuindo o risco operacional.
A parceria com a
Horizon3.ai posiciona a
Warpcom como o primeiro fornecedor nacional de serviços geridos de segurança (Managed Security Service Provider) a integrar esta tecnologia em Portugal. O modelo passa por disponibilizar às organizações uma monitorização contínua da sua exposição ao risco, simulando cenários reais de ataque e ajudando a priorizar ações de mitigação.
O lançamento surge num contexto de crescente pressão regulatória em matéria de cibersegurança, nomeadamente com a transposição da diretiva europeia NIS2 para o ordenamento jurídico nacional através do Decreto-Lei n.º 125/2025. As novas exigências reforçam a responsabilidade das empresas na proteção de infraestruturas críticas e dados sensíveis.
Tim Mackie, Vice President of Global Partners da Horizon3.ai, afirma que a colaboração permitirá “ajudar as organizações portuguesas a validar continuamente a sua postura de segurança e a reduzir o risco de forma mensurável”.
Num cenário em que os ataques informáticos se tornam mais sofisticados e frequentes, a aposta em testes contínuos poderá marcar uma transição de um modelo reativo para uma abordagem preventiva e estruturada da segurança digital nas empresas.