Empreendedor.comA Comissão Europeia destacou o projeto GELCLAD, um sistema de isolamento para fachadas de edifícios, como caso de sucesso na procura de um futuro mais verde e sustentável.
A Comissão Europeia destacou o projeto GELCLAD, um sistema
de isolamento para fachadas de edifícios, como caso de sucesso na procura de um
futuro mais verde e sustentável.
O projeto foi executado por um consórcio coordenado pelo
Instituto Pedro Nunes e composto por 12 parceiros de cinco países (Portugal,
Espanha, Reino Unido, Alemanha e Eslovénia), inserindo-se no desafio europeu de
tornar a Europa neutra em carbono até 2050.
Com um orçamento de 5,5 milhões de euros, dos quais 4,7
foram suportados pela União Europeia, o projeto GELCLAD criou com sucesso um
sistema de isolamento de fachadas composto por um nanomaterial (aerogel) com
elevada capacidade de isolamento térmico e uma camada externa de revestimento,
feita à base de plásticos oriundos de fontes renováveis ou recicláveis,
reforçando assim o carácter ecológico da solução.
Jorge Corker, coordenador do projeto explicou que este novo
sistema contribui para “reduzir o consumo de energia e as emissões de CO2,
permitindo ganhos até 40 % de eficiência de isolamento”. Citando relatórios
recentes da União Europeia, o investigador sénior do Laboratório de Ensaios e
Desgaste & Materiais do IPN, sublinhou que se a Europa aplicar medidas de
eficiência energética em apenas 20% dos seus edifícios mais antigos até 2030, seria
possível alcançar uma poupança de 750 Terawatt-hora /ano, o que equivale
praticamente ao dobro da energia nuclear produzida em França.
Atualmente, já se encontram desenvolvidos os conceitos
científicos e processos de fabricação e foi criado um protótipo em escala real
aplicado numa fachada de um edifício no município de Gijón (Espanha). A
disponibilização deste novo sistema de revestimento será especialmente
importante para dar um novo fôlego ao setor da reabilitação urbana, obedecendo
a critérios sustentáveis e ecológicos que não desconsiderem a componente humana.
Esta iniciativa insere-se no âmbito do Projeto Cofinanciado
pelo FITEC, Programa de Interface, para valorização dos produtos portugueses,
através da inovação, do aumento da produtividade, da criação de valor e da
incorporação de tecnologia nos processos produtivos das empresas nacionais