Líderes defendem marketing mais humano na era da tecnologia

Empreendedor.com Editor

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Executivos defendem marketing mais humano e pensamento crítico na liderança empresarial num debate sobre tecnologia e marcas.
Executivos da NOS, Rock in Rio, SIC e GovHorizon defenderam que o futuro das marcas depende de um marketing mais humano e crítico face à tecnologia, durante um debate promovido pelo IPAM em Lisboa.
O futuro das marcas e da liderança empresarial dependerá cada vez mais da capacidade de equilibrar tecnologia, pensamento crítico e compreensão humana do consumidor. A ideia foi defendida por vários líderes empresariais durante o debate “Marketing, Negócios e Tecnologia no Futuro”, promovido pelo IPAM por ocasião da inauguração do seu novo campus em Lisboa, localizado na Lispolis.
O painel reuniu António Fuzeta da Ponte, Brand and Communication Senior Vice-President da NOS, Roberta Medina, vice-presidente do Rock in Rio, Bernardo Ferrão, diretor de Informação da SIC e da SIC Notícias, e Pedro Tavares, CEO da GovHorizon e antigo secretário de Estado da Justiça.
Roberta Medina sublinhou a importância da dimensão humana na construção das marcas. “Nós somos seres humanos, não somos números”, afirmou, defendendo que as organizações devem procurar criar relações de identificação emocional com os seus públicos.
Na mesma linha, António Fuzeta da Ponte destacou a importância da escuta ativa na gestão de marcas, afirmando que é necessário respeitar a proporção de “dois ouvidos e uma boca”, ao mesmo tempo que alertou para o risco de uma dependência excessiva de métricas de performance.
A transformação tecnológica também marcou o debate. Pedro Tavares classificou a inteligência artificial como “a maior revolução desde a revolução industrial”, defendendo que o principal desafio para os líderes do futuro será desenvolver capacidade crítica e compreender o “porquê” das decisões, e não apenas dominar ferramentas tecnológicas.
Do ponto de vista dos media, Bernardo Ferrão reconheceu que o atual ambiente informativo se tornou mais polarizado. “O jornalismo está a informar e às vezes a informação inflama”, afirmou, acrescentando que um modelo de negócio sólido continua a ser essencial para garantir a independência editorial.
O debate decorreu no âmbito da inauguração do novo campus do IPAM em Lisboa, que contou com a presença de Cláudia Sarrico, Secretária de Estado do Ensino Superior, e de Daniel Sá, diretor executivo da instituição. Segundo o IPAM, a instalação na Lispolis pretende reforçar a ligação da escola ao ecossistema empresarial e tecnológico da cidade.