Paulo VeigaAs empresas inovadoras serão mais maduras digitalmente, se perceberem que a mudança começa de dentro para fora da empresa, e não das imposições do mercado.
Serão as empresas inovadoras mais maduras digitalmente? É esta a
questão que procuraremos responder neste artigo.
Longe vão os tempos onde a inovação era toda analógica, onde
aliando a mecânica à criatividade humana se produziam inovações que fizeram a
humanidade avançar. A invenção da roda, da máquina a vapor, são dois bons
exemplos disso mesmo.
No mundo atual, onde negócio e digital são sinónimos, poderemos
ser levados a pensar que apenas as organizações que inovem digitalmente serão
as melhores e terão um desenvolvimento superior e, portanto, uma maior
sustentabilidade.
Todos sabemos que a necessidade de mudança é uma tendência
inevitável, seja pela exigência dos consumidores nas plataformas B2C [business to consumer] ou dos clientes
nas B2B [business to business]. Quem
não inova perde competitividade.
Aliado à Digitalização dos negócios, surge a ?transformação digital, que, salvo melhor definição, significa a adoção de
processos e práticas empresariais que ajudam a organização a competir num mundo
cada vez mais digital.
Porém,?nem todas as empresas acreditam na implantação de
ambientes digitalizados como vantagem competitiva no mercado e existem até
negócios onde isso nem faz sentido. Estou a pensar em negócios de proximidade,
onde o serviço ao cliente faz grande parte da diferença. Estou a falar de
simpatia, profissionalismo e bons produtos para vender.
Por exemplo, de que serve a um restaurante ter uma forte presença
nas redes sociais se não tem produto ou empregados competentes?
As empresas maduras digitalmente atingem o sucesso com o aumento
da colaboração, sabendo dimensionar a inovação e reestruturando a abordagem em
relação aos seus talentos.
Uma organização madura digitalmente não investe apenas em
tecnologia para mudar a sua experiência do cliente, as suas operações e modelos
de negócios.
Deve, igualmente, encetar esforços na formação de capacidades de
liderança e, com isso, alinhar a tecnologia com as estratégias de negócio e
formação das pessoas.
Será deste triângulo dourado que as empresas conseguirão responder
adequadamente ao ambiente competitivo: com gestores preparados e com
conhecimentos práticos das tendências digitais, para que a empresa se adapte de
maneira correta ao contexto; com colaboradores com formação adequada às suas
funções e usando corretamente as tecnologias, só assim será possível adquirir a
maturidade digital.
Em conclusão,?as empresas inovadoras serão mais maduras
digitalmente, se perceberem que a mudança começa em nós, vem de dentro para
fora, do ADN da empresa, e não das imposições do mercado, mas sempre atentos às
suas tendências.