Empreendedor.comEstudo “Future of Work” revela que 82% dos gestores de TI prevê, em média, que a normalidade de trabalho em escritório só ocorrerá dentro de 12 a 18 meses.
Estudo “Future
of Work” revela que 82% dos gestores de TI prevê, em média, que a normalidade de
trabalho em escritório só ocorrerá dentro de 12 a 18 meses. A pesquisa
realizada pela Xerox a 600 líderes de TI da
Europa e América do Norte, incidiu sobre os desafios e prioridades para o
pós-COVID-19 para garantir um ambiente de trabalho flexível.
Ainda que as
políticas de teletrabalho tenham vindo para ficar, as empresas planeiam voltar
a ter a maioria dos colaboradores no escritório, com 33% dos entrevistados a afirmarem
que antes da imposição do trabalho em casa, a segurança e a privacidade da
rede/dados eram a maior preocupação para implementação de trabalho remoto,
enquanto 24% consideravam que a produtividade dos colaboradores era o que mais
os preocupava.
Essas
preocupações, juntamente com a crença de 95% dos entrevistados de que a
comunicação pessoal é importante para o desenvolvimento pessoal e para o
desenvolvimento de talentos, são argumentos para a generalidade dos entrevistados
acreditar que o trabalho remoto generalizado não substituirá o trabalho
realizado no local de trabalho mais tradicional.
A passagem repentina para teletrabalho revelou lacunas tecnológicas
“Embora não
haja dúvida de que a pandemia do COVID-19 mudou a forma como trabalhamos, a
nossa pesquisa descobriu que, com o tempo, muitas empresas pretendem ter a
maioria dos colaboradores de volta ao ambiente de escritório. Isto porque
consideram que existem vários benefícios, incluindo a melhoria da comunicação e
maior velocidade na tomada de decisões.”, afirma José Esfola, Diretor Geral da
Xerox Portugal.
A passagem
repentina para teletrabalho, a que a maioria das empresas foram obrigadas,
revelou lacunas tecnológicas, com apenas 28% a confirmarem que estavam
totalmente preparadas e 29% a indicar que a tecnologia foi ou ainda é o seu
maior desafio.
No entanto,
agora que as empresas estão mais à vontade para encarar o trabalho remoto, as
atitudes e políticas dos decisores de TI estão a mudar, com 58% a planear mudar
as políticas de teletrabalho e programando desde já a necessidade de apoiarem
uma força de trabalho híbrida (num misto de teletrabalho e de trabalho no
escritório).
Assim, não é
de todo surpreendente que na preparação para o regresso ao local de trabalho
tradicional, as empresas estejam a investir em novos recursos e ferramentas
para suportar uma força de trabalho que passará a ser híbrida e que estará num
misto de trabalho remoto e no escritório.
Os dados
recolhidos apontam para um reforço de 56% nos orçamentos de tecnologia como
resultado da situação causada pela Pandemia do COVID-19, com 34% dos decisores
de TI a afirmar que estão a desenhar projetos para acelerar a transformação
digital das organizações.
O estudo “Future
of Work” foi realizado pela empresa de pesquisa independente Vanson Bourne, para
a Xerox, e entrevistou durante o mês de maio 600 decisores de TI nos EUA,
Canadá, Reino Unido, Alemanha e França, em organizações com pelo menos 500
funcionários.