Sofia Ferreira SimõesPara ter o conteúdo certo online, precisamos de uma estratégia coerente com os nossos objetivos e que vá de encontro às preocupações e necessidades dos nossos clientes, mas para isso precisamos de saber quem eles são.
Para ter o conteúdo certo online, precisamos de uma estratégia que reflita os nossos objetivos e que vá de encontro às preocupações e necessidades dos nossos clientes, mas para isso precisamos de saber quem eles são.
Afinal, como é que podemos vender algo se não sabemos a quem é que queremos vender? Precisamos saber como é que o cliente toma a sua decisão de compra, o que influencia essa decisão, quais são os aspetos que são considerados, o que é importante ou não para ele, porque tudo isto determina a forma como o devemos abordar.
O primeiro passo deste processo passa pela determinação do perfil do nosso cliente ideal. Conhecer bem a pessoa que queremos atrair tornará mais fácil o processo de iniciar uma conversa. Chamamos a isto criar personas.
As personas são personagens de ficção, criadas para representar o seu cliente ideal. Nascem do conhecimento que a sua equipa de vendas e apoio ao cliente tem, da sua industria, do seu mercado e dos seus clientes, e se já tiver um sistema de marketing automation implementado na sua empresa, da informação recolhida por este.
É resultado de um processo criativo, onde se define a representação do que é o cliente ideal, construída com base em dados geográficos ou demográficos - que lhe dão forma, e dados comportamentais - que lhe conferem personalidade.
Se sabemos para quem estamos a escrever, sabemos o que queremos dizer e como o devemos fazer. Imagine que lhe lançam um novo desafio profissional que implica que se ausente do país durante 6 meses. A forma como vai contar a notícia à sua família, vai depender da pessoa a quem está a contar. Você vai sentir a necessidade de escolher o momento em que conta, se o faz a sós ou em grupo, o tom que utiliza durante a conversa e até a escolha de palavras.
Levar potenciais clientes a reconhecer a oportunidade que lhes está a oferecer e desmontar objeções desde o primeiro instante, depende acima de tudo da eficácia da mensagem. Se mandar a mesma mensagem a várias pessoas, cada uma delas a interpretará da sua forma. É uma característica inata entre os individuos, a subjetividade.
Mas se se puser no lugar de cada uma dessas pessoas e tentar perceber os seus desejos e necessidades (que nem sempre são a mesma coisa), o que precisam de ouvir para se sentir seguras, e do que precisam duvidar para considerar a compra, aumenta exponencialmente as probabilidades de conseguir transmitir a mensagem de forma a captar a atenção e interesse, e cria assim a oportunidade de iniciar uma conversa.
É frequente, em B2B, usar a função do individuo como ponto de partida, mas é claro que isto não pode ser feito um a um. É preciso reunir grupos com características e preocupações comuns que são tipificados em personas.
Os que considerar importantes para o tipo de conteúdo e o tom utilizado na comunicação. Comece a construir uma persona, com características demográficas (idade, educação, localização, dimensão da empresa, rendimentos, indústria, etc. -- que devemos escolher em função do mercado a que nos dirigimos -- B2B ou B2C) e observando os seguintes aspetos:
Criadas as personas precisamos cruzar esta informação com o processo de decisão para definir qual o conteúdo certo para cada momento, só então podemos definir formatos e um calendário editorial.