Portugal duplica número de patentes

Empreendedor.com Editor

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Patentes em Portugal 2024 mais do que duplicam na década, mas índice per capita continua distante da Alemanha.
Portugal mais do que duplicou os pedidos de patente europeia na última década, mas mantém um índice per capita dez vezes inferior ao da Alemanha, segundo o Barómetro Inventa.
Portugal registou 347 pedidos de patente junto do Instituto Europeu de Patentes (EPO) em 2024, mais do que duplicando os 145 pedidos contabilizados em 2015, segundo a 6.ª edição do Barómetro Inventa – Patentes Made in Portugal, divulgado pela consultora Inventa.
O crescimento acumulado de 139% na última década evidencia uma evolução sustentada do sistema nacional de propriedade industrial. No entanto, o novo Índice de Patenteabilidade, que relaciona pedidos de patente com população, coloca Portugal nos 3,3 pedidos por cada 100 mil habitantes, muito abaixo da Alemanha (30,0), França (16,0) ou Reino Unido (8,8).
“Portugal amadureceu o seu sistema de propriedade intelectual, mas ainda não converteu esse progresso em escala comparável às economias mais inovadoras da Europa”, afirma Vítor Sérgio Moreira, coordenador de Patentes na Inventa, citado no estudo.
A edição de 2026 revela ainda uma alteração no topo do ranking nacional em famílias de patentes, com a Universidade de Aveiro a assumir a liderança, seguida pela Universidade de Lisboa e pela Universidade do Porto. A concentração da atividade no meio académico mantém-se dominante, evidenciando o papel central das universidades no ecossistema de inovação.
O barómetro identifica igualmente assimetrias territoriais, com maior concentração de pedidos nas regiões Norte, Centro e Área Metropolitana de Lisboa, e expressão residual no interior do país.
Entre 2013 e 2023, Portugal apresentou 2.327 pedidos junto do EPO, registando aceleração nos últimos anos. Segundo o estudo, a internacionalização tornou-se um fator estratégico para os requerentes nacionais, com Estados Unidos e Europa a concentrarem a maioria dos depósitos internacionais.
Apesar da trajetória positiva, o relatório conclui que o desafio passa agora por transformar o crescimento em número de pedidos em impacto económico à escala internacional, reduzindo a distância face às principais economias europeias.