Os ciberataques em Portugal atingiram 2.051 por semana por organização em março, superando a média europeia, segundo dados da Check Point Research.
As organizações portuguesas registaram uma média de 2.051 ciberataques por semana em março, superando a média europeia de 1.647 ataques semanais por organização, segundo novos dados da Check Point Research.
Portugal registou, em março de 2026, uma média de 2.051 ciberataques semanais por organização, mantendo-se acima da média europeia de 1.647 ataques e confirmando um nível de exposição digital superior ao do conjunto da Europa. Os dados foram divulgados pela
Check Point Research, divisão de inteligência de ameaça da Check Point Software.
Segundo a empresa, apesar de o número médio global de ataques ter recuado ligeiramente em março, o risco continua elevado e a pressão cibernética mantém-se estruturalmente significativa. A nível mundial, as organizações enfrentaram em média 1.995 ataques por semana, uma descida de 5% face ao mesmo mês de 2025. Ainda assim, a Check Point alerta que esta redução não representa um alívio sustentado, mas antes uma estabilização temporária num cenário de ameaça persistente.
“Os resultados de março podem dar a sensação de alguma trégua, mas os atacantes não recuaram, apenas mudaram de ritmo e de abordagem”, afirma Omer Dembinsky, Data Research Manager da Check Point Research. Segundo o responsável, “as empresas precisam de preparar-se para um contexto em que o risco é contínuo, rápido e cada vez mais moldado pela automação”.
Entre os sectores mais expostos em Portugal destacam-se Educação, Administração Pública e Serviços Financeiros, todos acima da média global de exposição. Telecomunicações, serviços empresariais, indústria e retalho surgem também entre os sectores mais visados no mercado nacional.
O relatório indica ainda que os ataques de ransomware voltaram a acelerar em março, com 672 incidentes reportados globalmente, o que representa um aumento de 7% face a fevereiro. A Europa concentrou 24% dos ataques conhecidos, reforçando sinais de maior pressão sobre o espaço europeu.
Outro dos fatores de risco identificados prende-se com a utilização empresarial de ferramentas de inteligência artificial generativa. Segundo a análise, um em cada 28 prompts submetidos em contexto empresarial apresentou elevado risco de fuga de informação sensível, enquanto 91% das organizações que utilizam regularmente ferramentas GenAI registaram algum tipo de exposição associada a esta tecnologia.