Empreendedor.comO estudo Observador Cetelem Regresso às Aulas é uma pesquisa anual sobre o comportamento dos consumidores portugueses e as suas intenções de gastos para este período do ano.
30% dos portugueses fazem poupanças para despesas com a
educação dos estudantes a seu cargo. Além das despesas com aquisição de
material escolar, que este ano deverão rondar, em média, 343€, os alunos
recebem também uma semanada de 20€ para gastarem no período de aulas.
O estudo Observador
Cetelem Regresso às Aulas é uma pesquisa anual sobre o comportamento dos
consumidores portugueses e as suas intenções de gastos para este período do ano.
Segundo o estudo, em média, os portugueses com estudantes a
seu cargo preveem gastar cerca de 363€ em compras de materiais para o início do
novo ano escolar. Cerca de 40% preveem gastar até 250€ e 29% dos inquiridos
referem querer gastar entre 250€ e 500€, enquanto 22% ainda não têm uma
previsão de gastos.
Esta estimativa de gasto médio parece ter uma relação direta
com o nível de ensino: no ensino pré-escolar os gastos médios são cerca de
318€; no 1º Ciclo de 312€ e no 2º ciclo rondam os 355€. Aumentam ainda
significativamente a partir do 3º ciclo (406€), com as compras do ensino
secundário a custar aos portugueses, com estudantes a cargo, uma média de 450€.
Os portugueses inquiridos, com estudantes a seu cargo, que
vão obter manuais escolares de forma gratuita, referem que o montante que iriam
despender neste material será agora utilizado em despesas familiares correntes
(57%) e na aquisição de outro material escolar (47%), ao passo que? 11%
destinarão essa verba a poupanças e 5% irão reservar este montante para despesas
com férias.
A semanada constitui também uma fatia relevante para os
agregados familiares, que indicam disponibilizarem, em média, 20€ por semana
para os estudantes gastarem no período de aulas.
Cerca de metade dos inquiridos (52%) não sabe, no entanto,
ao certo o valor que disponibiliza, podendo este variar. Já 21% refere
disponibilizar aos alunos entre 11 e 20€ e apenas uma pequena percentagem (1%)
refere que esse valor pode atingir os 50€.
Porque regressar às aulas também significa preparar o
futuro, no que respeita a poupança, apenas 30% dos portugueses inquiridos
revelam manter economias para a educação dos estudantes a seu cargo. Entre os que não têm poupanças, 13% ponderam vir a ter e 57%
não tem e não tencionam ter ou não sabem se o farão.
Numa análise mais detalhada, é possível observar que é entre
os habitantes da região centro do país e da Grande Lisboa que se regista maior
percentagem de indivíduos que têm ou tencionam ter uma poupança (58% e 55%
respetivamente), seguidos pelos residentes na região Sul (39%), Norte (35%) e,
por fim, no Grande Porto (33%).
A maioria dos inquiridos pelo Observador Cetelem Regresso às
Aulas (62%) tem apenas um estudante a seu cargo, 34% tem dois e 4% tem três.
97% são os pais dos estudantes e 3% têm outro grau de parentesco: são avós,
tios ou padrinhos - cerca de um ponto percentual para cada categoria. 90% dos
inquiridos indicam que os seus dependentes frequentam o ensino público, com os
restantes a referir o ensino privado. A grande maioria (77%) tem a seu cargo
estudantes do ensino básico – destacando-se o 1º ciclo, com 38% dos inquiridos;
seguidos por 29% do 2º ciclo e 25% no 3º ciclo. 22% indica ter estudantes a seu
cargo a frequentar o ensino secundário, 15% o ensino pré-escolar e 4%
estudantes universitários.
O inquérito quantitativo do Observador Cetelem Regresso às
Aulas 2019 foi realizado pela empresa de estudos de mercado Nielsen e teve por
base uma amostra representativa de 503 indivíduos residentes em Portugal
Continental, de ambos os sexos, com idades compreendidas entre os 18 e os 65
anos de idade e com estudantes a seu cargo.
Para obter as 503 entrevistas a pessoas com estudantes a
cargo, foram realizados 1302 contactos representativos da população numa
amostra representativa da população e estratificada por distrito, sexo, idade e
níveis socioeconómicos. As entrevistas foram realizadas telefonicamente (CATI),
com informação recolhida por intermédio de um questionário estruturado de
perguntas fechadas. O trabalho de campo foi realizado entre 17 a 26 de junho de
2019.
O inquérito conta com um erro máximo associado de +/- 4.4
pontos percentuais para um intervalo de confiança de 95%.