Empreendedor.comSalário, motivação e retenção são temas centrais no estudo Randstad Employer Brand Research 2025, que revela as empresas mais atrativas em Portugal.
O Randstad Employer Brand Research 2025, maior estudo independente sobre marca empregadora, volta a revelar os fatores que mais influenciam a relação entre trabalhadores e empresas em Portugal. A conclusão é clara: o salário continua a ser o fator decisivo tanto na escolha como na permanência dos profissionais nas suas funções.
Na escolha de um empregador, os profissionais portugueses mantêm prioridades consistentes nos últimos anos. Os cinco fatores mais valorizados são:
Contudo, as expectativas nem sempre se alinham com a realidade. Quando questionados sobre o que valorizam nos seus empregadores atuais, os inquiridos apontam como principais atributos a localização, a estabilidade, a reputação e a saúde financeira da empresa. Já o empregador ideal seria aquele que oferece melhores salários, equilíbrio vida-trabalho e um bom ambiente organizacional.

A vontade de ganhar mais é, em todas as faixas etárias, o maior motivo para a quebra de motivação. No entanto, surgem nuances relevantes: os Millennials destacam a falta de reconhecimento como segundo fator mais importante, ao passo que na Geração X essa diferença face ao salário é menos pronunciada.
Mais de metade dos profissionais (56%) afirma sentir-se motivado no emprego atual, e 41% estão mais empenhados do que no ano anterior. No entanto, a motivação influencia diretamente a retenção: 53% dos menos empenhados ponderam mudar de trabalho nos próximos seis meses, face a 21% dos mais motivados. O estudo revela que 12% já mudaram de emprego no semestre anterior e 25% planeiam fazê-lo.
Para Isabel Roseiro, diretora de marketing da Randstad, esta estabilidade nas intenções de mudança de trabalho é uma oportunidade para as empresas investirem na retenção sustentada de talento.

O uso regular de inteligência artificial (IA) no local de trabalho subiu de 11% para 17% em apenas um ano, com destaque para os profissionais da área digital e a Geração Z (27%). Mesmo entre os mais velhos, como a Geração X, o uso da IA aumentou (de 39% para 51%). O impacto da IA é percecionado como relevante por 37% dos profissionais, e a maioria demonstra uma atitude positiva ou neutra em relação à tecnologia.
Pelo segundo ano consecutivo, a Microsoft lidera o ranking das empresas mais atrativas para trabalhar em Portugal, seguida pela Delta Cafés e pela RTP. O top 10 inclui ainda a Bosch, OGMA, TAP, Siemens, CUF, Banco de Portugal e IKEA.
Setorialmente, a CUF, Hovione e o Hospital da Luz lideram na saúde; Hotéis Real, Pestana e Vila Galé destacam-se no turismo; e a OGMA, ANA e TAP na aviação. A Bosch, Corticeira Amorim e Navigator lideram a indústria, enquanto o Banco de Portugal, CGD e ABANCA/Eurobic são os mais atrativos na banca.
O estudo da Randstad abrangeu 4.649 inquiridos em Portugal e mais de 173 mil em 34 países, avaliando perceções sobre empregadores, motivação e mudança no mundo do trabalho.