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Back Seguradoras entram numa nova fase: IA, risco e consolidação

Seguradoras entram numa nova fase: IA, risco e consolidação

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Atualidade
4 Mai 2026

Setor segurador entra numa nova fase com IA, cibersegurança e M&A a redefinir a estratégia das empresas
O setor segurador entra numa nova fase de transformação, marcada pela inteligência artificial, pelo aumento dos riscos cibernéticos e por uma nova vaga de consolidação. A conclusão resulta do mais recente relatório da KPMG, que reúne as perspetivas de 110 administradores executivos das maiores seguradoras mundiais.



IA deixa de ser aposta e passa a motor estratégico

Durante anos, a inteligência artificial foi tratada como um vetor de inovação exploratória. Esse ciclo está a terminar. Segundo o estudo, 73% dos CEOs colocam agora a IA como prioridade estratégica, e 67% planeiam investir entre 10% e 20% dos seus orçamentos anuais nesta área.

A mudança não é apenas quantitativa, mas qualitativa. A expectativa de retorno acelerou de forma significativa: 67% dos líderes esperam resultados financeiros num prazo de um a três anos, face a apenas 21% em 2024. Este salto indica que a IA já não está em fase de experimentação, mas de implementação em escala, com impacto direto na eficiência operacional, na subscrição de risco e na deteção de fraude.

Segundo Rui Gonçalves, Partner e Head of Technology Consulting da KPMG Portugal, “estamos perante uma mudança estrutural: a IA deixa de ser piloto e torna-se o motor de competitividade nas seguradoras”.



Cibersegurança emerge como principal risco

A aceleração digital traz consigo uma nova vulnerabilidade. De acordo com o relatório, 83% dos CEOs identificam o cibercrime como o maior risco para o crescimento das suas organizações.

Este dado reflete uma inversão relevante: enquanto a tecnologia impulsiona a eficiência e a inovação, expõe simultaneamente as seguradoras a ameaças cada vez mais sofisticadas, exigindo investimentos significativos em resiliência digital e proteção de dados.

A este desafio soma-se a dimensão regulatória e ética da inteligência artificial. Mais de metade dos líderes (56%) considera que questões como transparência, enviesamento e explicabilidade dos modelos são obstáculos à adoção plena destas tecnologias, sobretudo num contexto europeu cada vez mais exigente.



Consolidação ganha novo fôlego

Paralelamente à transformação tecnológica, o setor prepara-se para uma nova fase de consolidação. Metade dos CEOs inquiridos planeia realizar operações de fusões e aquisições de grande dimensão nos próximos três anos, o valor mais elevado entre todos os setores analisados pela KPMG.

Outros 41% admitem avançar com operações de menor escala, focadas sobretudo na aquisição de capacidades tecnológicas, como insurtechs e plataformas de análise de dados.

Esta dinâmica responde a múltiplas pressões: modernização de sistemas legados, cumprimento de exigências regulatórias e necessidade de ganhar escala para competir num mercado cada vez mais global e tecnológico.



Talento torna-se fator crítico de competitividade

A transformação do setor não depende apenas de capital e tecnologia. Depende, sobretudo, de pessoas. O relatório revela que 77% dos CEOs identificam a falta de competências em inteligência artificial como um fator limitador do crescimento, enquanto 75% reconhecem um aumento da concorrência pelo talento tecnológico.
A pressão é agravada por fatores demográficos. Cerca de 31% dos líderes apontam a saída de profissionais experientes para a reforma como um dos principais desafios, num momento em que a transferência de conhecimento se torna crítica.

Neste contexto, a formação interna ganha centralidade, com 83% dos inquiridos a afirmar que a IA já está a transformar os modelos de desenvolvimento de competências nas organizações.



Crescimento sustentado, mas sob novas condições

Apesar dos riscos e desafios, o setor mantém uma perspetiva positiva. O estudo indica que 82% dos CEOs estão otimistas quanto ao desempenho das suas empresas nos próximos três anos, enquanto 78% antecipam crescimento contínuo da indústria seguradora a nível global.

Este otimismo assenta numa procura crescente por produtos como seguros de saúde, vida, ciber-risco e interrupção de atividade, refletindo um contexto económico mais incerto e uma maior sensibilidade ao risco.



Um setor em redefinição estratégica

A combinação de inteligência artificial, risco cibernético e consolidação aponta para uma redefinição profunda do setor segurador. A tecnologia deixa de ser um fator de diferenciação marginal para se tornar um elemento central na estratégia, enquanto a escala e a capacidade de adaptação passam a determinar a competitividade.

Mais do que uma evolução incremental, o setor enfrenta uma mudança estrutural. As seguradoras que conseguirem integrar tecnologia, gerir risco e atrair talento estarão melhor posicionadas para liderar um mercado que se torna, simultaneamente, mais complexo e mais exigente.

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A Revista do Empreendedor é uma publicação digital independente, sediada em Portugal, que promove o conhecimento prático e estratégico no universo dos negócios.
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Scott Belsky
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