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Sustentabilidade não gera retorno financeiro nos países do Golfo

Empreendedor.com  Empreendedor.com
  2 min

Estudo da Nova SBE e ESMT Berlin mostra que, no Golfo, práticas ESG não geram retorno financeiro, ao contrário do verificado noutras regiões.

Investigação da Nova SBE e da ESMT Berlin conclui que, ao contrário do que acontece noutras regiões do mundo, práticas ESG não se traduzem em maior rentabilidade no Golfo.

Um estudo conduzido por docentes da Nova School of Business & Economics (Nova SBE) e da ESMT Berlin analisou 14 anos de dados de empresas cotadas na região do Golfo e chegou a uma conclusão surpreendente: as práticas ambientais, sociais e de governança (ESG) não têm impacto significativo no desempenho financeiro das empresas locais.

O artigo, publicado na revista Sustainable Communities com o título “ESG-financial performance in the Gulf region: a bidirectional examination”, é considerado a investigação académica mais abrangente já realizada sobre sustentabilidade empresarial naquela região. A análise testou a relação em duas direções — se a aposta em ESG melhora resultados financeiros e se bons resultados levam a reforço de práticas sustentáveis — sem encontrar evidência estatística robusta em nenhum dos sentidos.

Foram identificados indícios de causalidade bidirecional em apenas duas das 54 empresas estudadas e de causalidade unidirecional em dez casos. “Queríamos testar os dois lados da equação. Em grande parte do mundo, a sustentabilidade e as finanças alimentam-se mutuamente, criando um círculo virtuoso. No Golfo, não encontrámos esse ciclo em nenhum sentido”, sublinha Rodrigo Tavares, professor catedrático convidado da Nova SBE e coautor do estudo.

Segundo os investigadores, a adoção de métricas ESG na região parece estar menos ligada a pressões de mercado e mais a políticas públicas e estratégias nacionais, como a Visão 2030 da Arábia Saudita ou a estratégia Net Zero 2050 dos Emirados Árabes Unidos. “No Golfo, a sustentabilidade corporativa não se desenvolve a partir da lógica empresarial, mas, possivelmente, da vontade do Estado”, acrescenta Catalina Stefanescu-Cuntze, professora da ESMT Berlin.

A conclusão desafia a ideia generalizada de que “sustentabilidade compensa financeiramente” e destaca a importância do contexto político e institucional. O artigo encontra-se disponível em acesso aberto e promete reorientar o debate sobre finanças sustentáveis em mercados emergentes.


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