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Transformação digital: a vacina das organizações contra a pandemia

Paulo Veiga
Paulo Veiga
Atualidade
3 Abr 2020

Talvez esta pandemia tenha trazido a oportunidade que faltava a muitas organizações para se reposicionarem e/ou acelerarem a sua transformação digital, revendo os seus processos por forma a torná-los mais ágeis.

O impacto do surto do Covid-19 exige uma mudança no paradigma empresarial, que ultrapassa o momento atual. Talvez esta pandemia tenha trazido a oportunidade que faltava a muitas organizações para se reposicionarem e/ou acelerarem a sua transformação digital, revendo os seus processos por forma a torná-los mais ágeis.

Nestas semanas, muito se tem publicado, com mais ou menos humor, mas no que a este artigo diz respeito existiu uma partilha que considero bastante oportuna:

De facto, a resposta correta é a aliena c). Não foi o líder da empresa, nem o responsável da transformação digital, foi mesmo o Covid-19 que decidiu o momento da mudança organizacional.

A tecnologia tem sido o antivírus ou vacina encontrada para manter a economia viva. O digital assumiu-se como sendo o “braço direito” das organizações para que possam dar continuidade ao seu negócio.

A tecnologia tem sido a vacina encontrada para manter a economia viva

Muitas organizações tiveram de implementar soluções ‘à bruta’, e outras soluções ‘brutais’. São resultados completamente diferentes, a começar pela definição das duas palavras em questão.

A primeira solução - ‘à bruta’ - é tosca, remediada e pouco eficiente, é como um penso rápido numa ferida que precisa de ser desinfetada e devidamente tratada. Já uma solução ‘brutal’ é uma solução eficiente, eficaz, que, pela rapidez de implementação, custos e resultados, posiciona a organização como mais apta para se adaptar ao paradigma que se está a constituir.

A nova realidade ou - arrisco-me a escrever - paradigma, demonstra-nos que o teletrabalho, a digitalização e automação de processos e a robotização da produção estão a manter as organizações ativas e produtivas como até então nunca se tinha verificado.

A transformação digital é, agora, imperativa. É a altura ideal para se sair da zona de conforto e abrir novos horizontes. As organizações têm de saber gerir os processos de mudança cultural para que consigam implementar as suas estratégias.

O crescimento exponencial e repentino do teletrabalho implicou uma mudança na dinâmica empresarial, uma vez que as organizações tiveram de inventar condições/ferramentas para que os seus colaboradores possam desempenhar, senão a totalidade, pelo menos a maioria das suas funções.

Uma dessas ferramentas prende-se com o acesso à documentação. O papel deixou de estar acessível a qualquer hora, a qualquer momento, ao invés do digital que passou a estar disponível apenas à distância de um simples clique.

A digitalização da documentação mostrou-se vital para assegurar o “normal” funcionamento empresarial, porque só desta forma é possível aceder, de forma segura, a toda a documentação necessária para o exercício das suas funções. Além disso, há a grande vantagem de um documento poder ser acedido por vários colaboradores ao mesmo tempo e em qualquer horário ou lugar.

Muito se tem falado que há um Antes e um Depois do coronavírus e não tenho quaisquer dúvidas que a entrada definitiva das PME na sociedade 5.0 irá ser fruto desta pandemia, marcada pela transformação digital e pelo uso das tecnologias. A tecnologia já estava disponível, mas muitas organizações ainda não tinham mudado o mindset para esta alteração comportamental.

Perante o Covid-19, temos de retirar o seu lado positivo e não nos esquecermos o que estamos a aprender com estas novas rotinas e, sobretudo, que o uso equilibrado da tecnologia nos traz imensas vantagens e soluções.

Como diz o povo, parar é morrer, portanto, é altura de correr, mas como sempre na direção certa.


Paulo Veiga
Paulo Veiga
Fundador e CEO da EAD - Empresa de Arquivo de Documentação, criada em 1993 e que foi a primeira empresa em Portugal de gestão documental em outsourcing, atualmente líder de mercado.
Nunca se deixe limitar pelas imaginações limitadas das outras pessoas
Mae Jemison
Engenheira Americana, Astronauta da NASA
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