Empreendedor.comOs períodos de férias, como a Páscoa, são cada vez mais utilizados pelos portugueses para um merecido descanso fora da sua residência.
Estudo da Cetelem avaliou os hábitos de consumo dos europeus. A edição de 2019 do Observador Cetelem ao Consumo inquiriu cerca de 14 mil pessoas com idades entre os 18 e 75 anos, em 17 países europeus. Os portugueses escolhem as férias e o lazer como potencial gasto para lá das despesas correntes, uma tendência que está em linha com os restantes europeus.
Os períodos de férias, como a Páscoa, são cada vez mais
utilizados pelos portugueses para um merecido descanso fora da sua residência.
Talvez por isso as viagens e lazer ocupem o primeiro lugar (61%) nas principais
intenções de consumo dos portugueses. No pódio, constam ainda os
eletrodomésticos (46%) e os smartphones (42%). Ainda assim, os portugueses são,
entre os europeus, dos que têm mais vontade de aumentar economias no decurso de
2019.
Quando questionados acerca das suas intenções de consumo
para este ano, 61% dos inquiridos portugueses pelo Barómetro Europeu Observador
Cetelem 2019 referem em primeiro lugar as viagens e as atividades de lazer
entre os produtos ou serviços que tencionam adquirir. Um aumento considerável
em comparação com 2018, mais 9 pontos percentuais.
Em segundo lugar no pódio, com 43%, estão os
eletrodomésticos, com mais 8 pontos percentuais. Seguem-se os smartphones com
37%, que registam a maior subida (+13%). 39% dizem que vão adquirir mobiliário
(+8p.p.) e 28% contam fazer obras de melhoria e/ou renovação do lar (+12p.p.)
Em termos europeus, o ranking é bastante semelhante: viagens
e lazer em primeiro lugar (60%), seguido da compra de eletrodomésticos (43%) e
de smartphones (37%).
Ainda assim, a vontade dos portugueses de aumentar as
poupanças é superior à de aumentar gastos. Uma propensão partilhada com a maioria
dos europeus, com 49% do total de inquiridos a desejar aumentar as suas
economias e apenas 41% a dizer que pretendem gastar mais.
Mas estas médias ocultam as disparidades existentes entre os
vários países. No topo da lista de países onde economizar mais é atualmente uma
prioridade encontram-se a Noruega (71%), Portugal (64%), a Suécia e a Dinamarca
(63%), cujos cidadãos afirmam claramente as suas intenções neste sentido.
Pelo contrário, a França (29%), a Bélgica (36%) e a
Eslováquia (38%) são os três países em que os inquiridos menos querem aumentar
as suas economias. É ainda possível analisar que as intenções de economizar
mais aumentaram significativamente na maior parte dos países, particularmente
no Leste da Europa: Bulgária (+17), Hungria (+12), Roménia e Polónia (+11).
No que respeita às intenções de aumentar gastos, destacam-se
claramente quatro países europeus, encabeçados pela Eslováquia (73%), seguida
da Roménia (63%), Bulgária (62%) e República Checa (60%). No lado oposto, há
menos cidadãos húngaros (21%) e dinamarqueses (26%) com intenção de aumentar
gastos.
Em termos globais, os europeus questionados restringiram o
orçamento relativamente ao ano anterior, por vezes de forma acentuada, tal como
sucedeu no Reino Unido (-10), República Checa (-9) e Polónia (-9 pontos).
Embora 58% dos indivíduos afirmem desejar consumir, 47% declaram não dispor de
meios para o fazer, um aumento de 7 pontos percentuais face ao ano anterior.
Entre os países mais relutantes em aumentar os seus gastos,
quatro apresentam percentagens iguais ou superiores à média. Este grupo é
encabeçado pela República Checa, onde 56% dos inquiridos não desejam gastar
mais, seguido dos noruegueses (55%), da Eslováquia (50%) e da Bélgica (51%). Sobre
as intenções de gastos, a percentagem de inquiridos portugueses que pretende
gastar mais mantem-se estável face ao ano passado (33%), menos 8 pontos
percentuais que a média dos países inquiridos.
Para este estudo do Observador Cetelem Consumo 2019, foram realizados inquéritos quantitativos aos consumidores, conduzidos pela Harris Interactive entre 27 de novembro e 10 de dezembro de 2018, numa amostra de 13 800 indivíduos com idades compreendidas entre os 18 e os 75 anos.
Os inquéritos foram realizados através de entrevistas pessoais assistidas por computador (CAPI). Os indivíduos inquiridos fazem parte de amostras nacionais representativas de cada país. A representatividade da amostra total foi garantida através do método de quotas (género, idade, PCS/rendimentos, região).
Países abrangidos pelo inquérito: França (FR), 1 000 indivíduos inquiridos. Alemanha (DE), Áustria (AT), Bélgica (BE), Bulgária (BG), Dinamarca (DK), Espanha (ES), Hungria (HU), Itália (IT), Noruega (NO), Polónia (PL), Portugal (PT), República Checa (CZ), Roménia (RO), Reino Unido (UK), Eslováquia (SK), Suécia (SU): 800 indivíduos inquiridos por país.