Noocity desafia as empresas a “pôr as mãos à horta”

Community Chief of Vegetables
Foto de Noocity

A Noocity, especializada no desenvolvimento de hortas e jardins para organizações e espaços colaborativos, propõe áreas de conexão com a natureza nos espaços de trabalho, para promover a transição ecológica e fortalecer as relações humanas. Para dinamizar esses espaços, a empresa do Porto desafia as empresas a criarem uma nova função no organigrama: o ‘Community Chief of Vegetables’.

De acordo com José Ruivo, CEO da Noocity, o ‘Community Chief of Vegetables’, deverá ser alguém com a capacidade para fomentar hábitos mais sustentáveis e revigorar as relações entre os colaboradores cuja missão será a de assegurar a transição ecológica dentro da empresa, motivando o contacto com a natureza.

“Numa altura em que muitas empresas se questionam sobre o futuro do escritório, a ideia de lançarmos este desafio, de cada empresa ter o seu ‘Community Chief of Vegetables’ é um impulso para promover um movimento de consciencialização ambiental e o sentido de comunidade dentro das organizações”, refere José Ruivo. “Passamos tantas horas da nossa vida no trabalho, que passa pela empresa o papel fundamental de promover um mindset de mudança comportamental”, acrescenta.

A empresa, criada em 2013, especializou-se no desenvolvimento de hortas urbanas low-tech e eficientes, que poderão ser instaladas num terraço, jardim ou varanda existente no edifício da empresa, permitindo aos colaboradores disporem de um espaço comunitário em harmonia com a natureza e pausas mais saudáveis no trabalho.

“Esta pessoa é o elemento transformador dentro da organização”

O Community Chief of Vegetables, segundo José Ruivo, deverá ser um amante da natureza com capacidade de criar laços e inspirar a mudança. “Esta pessoa é o elemento transformador dentro da organização, responsável por cultivar nas diferentes equipas um espírito alinhado com os valores da transição ecológica. É muito gratificante para nós já estarmos a fazer este caminho com algumas empresas em Portugal”.

É o caso da Microsoft, por exemplo. Rita Piçarra, CFO da empresa tecnológica em Portugal, que assume agora também este pelouro dentro da empresa, refere que “o papel dos Community Chief of Vegetables é cada vez mais importante nas organizações. São eles os responsáveis por ajudar a recriar as memórias do campo na cidade e por plantar nas equipas a primeira semente para se envolverem com as hortas, levando à criação de momentos de partilha e aprendizagem. Esta visão está perfeitamente alinhada com o tipo de atividades que defendemos na Microsoft para a criação de um futuro mais sustentável e impacto positivo nas comunidades. Acredito que os Community Chief of Vegetables são fundamentais para transformar o dia-a-dia das empresas e reforçar o elo de ligação entre os colaboradores.”

Para Nádia Leal Cruz, Communication & Marketing Manager da Natixis, que exerce também esta “nova” função, “é um orgulho integrar este projeto, que tem tido um impacto circular tão positivo, através da criação de um ainda maior sentido de pertença à empresa, fomentando a proximidade entre os colaboradores, mas também criando valor para a comunidade, que recebe os vegetais que plantamos.”

Mais do que uma horta

De acordo com as mais recentes investigações sobre o futuro dos espaços de trabalho há, pelo menos um elemento que é certo: num mundo pós-pandemia, os espaços de trabalho não serão os mesmos. Num recente estudo de abril de 2021, a McKinsey avançava que a tradicional ideia de ter 70% do espaço do escritório alocado a secretárias está a mudar por completo. Porque, segundo o estudo, as pessoas vão voltar aos espaços de trabalho apenas se este for um espaço seguro, confortável, de fácil acesso, mas também se convidar à colaboração e se tiver um fator “WOW”.

“É precisamente por isso que uma horta corporativa faz cada vez mais sentido nas empresas de hoje em dia. Porque, à volta da horta, há tempo e espaço para socializar, para aliviar o stress do trabalho, trocar ideias e, quem sabe, puxar pela criatividade”, comenta José Ruivo. “Além disso, está provado que o contacto com a natureza é uma excelente forma de promover o bem-estar, algo que é tão crítico nos dias de hoje”.   

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