Outplacement: 5 passos para a mudança

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O mercado de trabalho encontra-se num profundo processo de mudança. De acordo com o relatório Future of Jobs, do World Economic Forum, nos próximos cinco anos 43% das empresas esperam reduzir a dimensão da sua força de trabalho, ao mesmo tempo que 34% planeiam expandir as suas equipas durante este mesmo período.

O aumento da digitalização e automatização leva cada vez mais empresas a delinear planos de adaptação, ou encontram-se já no meio de profundas transformações organizacionais. Neste contexto, o apoio providenciado por soluções de Outplacement que oferecem analítica de dados, inteligência emocional e oportunidades de desenvolvimento de competências críticas, desempenhará um papel vital para ajudar os indivíduos e as empresas a gerir a mudança.

De acordo com o  estudo “Carreiras em transição: Como está a evoluir o outplacement para ajudar as empresas e os trabalhadores a responder às mudanças no mundo do trabalho?”, realizado pela Talent Solutions, empresa do ManpowerGroup especialista em soluções globais de gestão do ciclo de talento, em 2020, 79% dos trabalhadores em processos de outplacement passaram para um novo cargo com a mesma posição ou superior e 57% encontraram uma posição com o mesmo salário ou acima.

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Como adaptar-se a um processo de outplacement

Espera-se que as empresas e as suas lideranças considerem, cada vez mais, programas baseados na recolocação profissional como uma opção viável para a sua estratégia de transição de equipas. Na implementação destes programas, cinco passos são importantes para que empresas e trabalhadores se adaptem às crescentes mudanças:

# 1 – Encorajar os trabalhadores a responderem positivamente à digitalização e à automatização: As lideranças devem incentivar as equipas a digitalizar-se. Este processo ajudará a empresa a integrar mais rapidamente novas tecnologias, ao mesmo tempo que permite aos trabalhadores a desenvolver novas competências, capacitando-os para agarrar novas oportunidades profissionais no mercado de trabalho;

# 2 – Manter uma atuação alinhada como os valores da empresa: À medida que as necessidades de talento evoluem, como consequência da pandemia, a empresa deve mostrar que as responsabilidades assumidas perante os trabalhadores são uma prioridade, incluindo com os trabalhadores cessantes;

# 3 – Promover uma cultura de mobilidade de carreira: As organizações devem incentivar conversas individuais entre colaboradores e managers sobre as suas competências e o seu crescimento profissional. Desta forma, potenciam o seu impacto e efetividade no seio da sua equipa e face às necessidades de negócio, mas também reforçam a sua empregabilidade futura e a capacidade de encontrar outros desafios fora da empresa;

# 4 – Envolver os trabalhadores no processo de outplacement: Após a tomada de decisão sobre uma transição, é importante fomentar a participação dos colaboradores no processo de outplacement desde logo. Desta forma, terão mais tempo e disponibilidade para ponderar e avaliar as suas opções;

# 5 – Estabelecer uma cultura de desenvolvimento de carreira e requalificação: Fomentar o desenvolvimento de competências e experiência, mesmo fora do âmbito de atuação da empresa permitirá que os trabalhadores cessantes possam continuar a entregar valor à empresa no futuro, já seja como freelancers, consultores ou mesmo numa eventual re-contratação.

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O estudo apresenta ainda dicas para os próprios profissionais se adaptarem ao processo de outplacement. Primeiramente, devem assumir o controlo da sua carreira, adotando uma abordagem proativa que lhes permita atualizar as suas competências, registar conquistas e dialogar com superiores para impulsionar a sua vida profissional.

De forma a perceberem quais as competências mais procuradas e se prepararem para novas oportunidades, deverão estar atentos e acompanhar as tendências de evolução no mercado de trabalho. Os colaboradores que optem por ser flexíveis, quer na função, quer no setor, acabam por ser mais atrativos para as empresas, ao mesmo tempo que os modelos de trabalho remoto lhes abrem novas oportunidades, possibilitando a procura de emprego sem restrições de localização.

Por último, no momento de ponderarem uma nova carreira, devem ainda reavaliar as suas prioridades, bem como capitalizar o outplacement como uma oportunidade. É importante que entendam que o seu envolvimento no processo, desde cedo e de forma positiva, gerará mudanças a longo prazo que promoverão a sua empregabilidade.

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