PME crescem a nível mundial, apesar da incerteza económica

papel das PME na recuperação económica
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Um novo relatório da Sage destaca o papel das PME na recuperação económica, apontando para tendências de crescimento até 2025. Em Portugal, estima-se que as PME contribuam com €73 mil milhões para a economia até 2025, representando quase 70% do valor acrescentado bruto das empresas no país.

A Sage, líder de mercado em soluções tecnológicas de contabilidade, finanças, RH e payroll para PME, acaba de lançar o relatório “SMBs Driving Economic Recovery” em conjunto com o The Centre for Economics and Busines Research (Cebr). O documento revela que, apesar da recessão económica, as pequenas e médias empresas (PME) têm vindo a tornar-se cada vez mais resilientes e vão continuar a contribuir significativamente para a economia global e nacional nos próximos três anos.

Esta análise debruça-se sobre o papel das PME na recuperação económica em oito mercados-chave – Alemanha, Canadá, Espanha, EUA, França, Irlanda, Portugal e Reino Unido –, recorrendo a dados desde 2005, com o objetivo de prever as tendências de crescimento entre 2022 e 2025.

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Crescimento e relevância das PME a nível mundial

O estudo revela que não se espera abrandamento neste setor – até 2025, e prevê que o número de PME irá aumentar anualmente em 1.7% em todos os países estudados. Em Portugal, a previsão é de que cresça em 22.000 entre 2022 e 2025, atingindo as 917.000 PME em 2025.

A análise de mercado do Cebr sublinha também o papel vital das PME na recuperação económica, após a crise financeira global de 2007-2009, projetando um trajeto semelhante no futuro. Em 2012, por exemplo, as PME dos países europeus analisados contribuíram com pelo menos 48% de toda a produção empresarial, um sinal claro da sua importância para uma recuperação económica mais ampla. Em Portugal, a contribuição das PME para a economia deverá atingir os €73 mil milhões até 2025, representando 68.8% de todo o valor acrescentado bruto das empresas no país.

“Num contexto económico extremamente desafiante, quisemos quantificar a importância das PME para a recuperação das economias”, justifica José Luis Martín Zabala, Managing Director da Sage Iberia. “Muito embora não subestimemos os desafios que estas empresas enfrentam atualmente, sabemos que estão indiscutivelmente mais bem posicionadas para se adaptarem à paisagem económica em mudança, e é encorajador ver o seu papel vital para impulsionar o crescimento a nível mundial”.

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A importância da digitalização das PME

Analisando as PME em vários países, fica claro que algumas economias tiveram mais sucesso do que outras, sendo a tecnologia um fator determinante para esse sucesso. Por exemplo, a Alemanha teve um desempenho de destaque durante o período pós-crise, com o crescimento sustentado no emprego e contribuição económica das PME durante e após a crise de 2007-9. Em comparação, as PME de Portugal passaram algumas dificuldades no período após essa recessão económica, com o número de PME e de empregos a cair entre 2008-2013. Esta disparidade em relação à Alemanha parece fortemente ligada à digitalização, e dados do Eurostat mostram que Portugal está significativamente abaixo da média da UE neste âmbito.

Ao examinar de perto os desenvolvimentos das PME por setor, o estudo concluiu ainda que os setores profissional, científico e técnico, em particular, obtiveram fortes ganhos com a digitalização e foram importantes para a recuperação na maioria dos mercados. Em Portugal, por exemplo, em 2015 foram criadas 17% das empresas do setor de TI, designadamente empresas envolvidas em programação de computadores, consultoria e produção de media.

Importa ainda lembrar que há apoio disponível para as PME, tanto para cumprirem os objetivos de digitalização como para acederem a oportunidades de crescimento mais amplas. Um fator determinante da capacidade de digitalização das empresas é o acesso à conectividade de alta velocidade e a formação sobre a utilização de novos métodos analíticos.

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Na UE, o “Digital Economy Society Index” (DESI) monitoriza o progresso digital todos os anos desde 2014, e 20% do programa “Resilience and Recovery Facility” da região é dedicado a prioridades digitais. Isto ajudará as PME a permanecer na vanguarda da inovação e impulsionar o crescimento económico ao longo desta década.

“Apesar de o crescimento projetado para as PME ser um sinal positivo, a concretização desta previsão requer um esforço coletivo entre governos e empresas de todas as dimensões. É fundamental aumentar os esforços para assegurar que cada PME conta com as melhores soluções digitais disponíveis, fácil acesso a financiamento, recursos e infraestruturas de classe mundial para permitir um futuro de sucesso. O crescimento das PME não acontecerá por osmose; elas precisam de apoio contínuo para assegurar a resiliência empresarial num período de crise económica”, acrescenta José Luis Martín Zabala.

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