Projeto Re-Source alarga parcerias para inovação na reciclagem

lixo doméstico para reciclagem
Foto de Volodymyr Hryshchenko no Unsplash

Treze grandes instituições públicas e privadas juntam-se em programa de inovação colaborativa para transformar a reciclagem de resíduos em Portugal. O Projeto Re-Source, da Sociedade Ponto Verde, vai promover a colaboração entre startups de todo o mundo com entidades públicas e privadas para a criação de pilotos com impacto ambiental.

A Câmara Municipal de Mafra, a Câmara Municipal de Cascais, os CTT, o Saica Natur, o Lipor, a Lusoforma,  a Nestlé, o NEYA Hotels, a OVO Solutions, a Sociedade Central de Cervejas e Bebidas, o Super Bock Group, a Tratolixo e a Vidrala juntaram-se ao Re-Source, um projeto levado a cabo pela Sociedade Ponto Verde (SPV) em parceria com a consultora de inovação colaborativa Beta-i.

Estas instituições vão colaborar com startups de todo o mundo na criação de projetos-piloto que visem aumentar as taxas de reciclagem junto dos consumidores e dar origem a novas soluções para categorias específicas de resíduos, em linha com as necessidades urgentes de transição verde e digital estimuladas pela União Europeia para os próximos anos.

“É com bastante satisfação que contamos com a força e expressão destes parceiros que representam o setor público, privado e instituições comprometidas com tornar o país ambientalmente mais responsável. É sem dúvida graças ao seu papel na cadeia de valor da economia circular, que conseguiremos medir o sucesso deste projeto, bem como implementar no mercado soluções com impacto, convocando a inovação, tão necessária, para a melhor gestão da reciclagem das embalagens”, explica Ana Trigo Morais, CEO da Sociedade Ponto Verde.

Envolvidas na cadeia de valor do sector e conectadas aos desafios de inovação identificados pelo projeto, estas entidades visam acelerar a transição verde e digital. Assim, as startups selecionadas vão trabalhar em conjunto durante 4 meses para construir projetos-piloto que deem resposta a temas propostos pelas instituições.

Entre as prioridades para projetos de inovação estão a simplificação do processo de separação de materiais recicláveis (através da digitalização, da gamificação ou do reforço do conhecimento dos consumidores); a redefinição da deposição de embalagens nos ecopontos; a redistribuição dos pontos de coleta, visando a diminuição de distâncias para o efeito; a rastreabilidade, preservação e comercialização de garrafas de vidro sob uma lógica circular; o desenvolvimento de novos produtos com valor de mercado feitos com os plásticos reciclados; e a simplificação da forma como é declarada e contabilizada a produção e faturação de embalagens, que não sofre alterações em Portugal há 25 anos.

“O princípio da inovação colaborativa é colocar diferentes perspetivas e entidades a trabalhar em conjunto, onde gerimos esta convergência de modo a alcançar mais-valias comuns a todos. Neste sentido, acreditamos que temos do nosso lado os parceiros certos, para em conjunto com startups de qualquer lugar do mundo, contribuirmos de forma concreta para a evolução do processo de reciclagem de resíduos em Portugal”, sublinha Pedro Rocha Vieira, CEO e Co-Founder da Beta-i.

Cada solução desenvolvida durante o projeto será depois apresentada ao ecossistema empreendedor e testada no contexto real, com o apoio de cada parceiro.

O programa é direcionado para startups e inovadores com soluções já testadas em qualquer geografia ou setor, e que sejam acionáveis nas duas grandes vertentes associadas aos desafios do Re-Source: a sensibilização do consumidor, de forma a assegurar uma maior taxa de separação de resíduos de embalagens quer no canal doméstico, quer no canal HORECA, e soluções de retoma específicas, que venham aumentar a circularidade de embalagens de vidro, alumínio e as diversas tipologias de plásticos.

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