Rendas caem 1,9% e mercado de arrendamento entra em correção

As rendas em Portugal caíram 1,9% em janeiro e acumulam três meses de descida, sinalizando uma correção no mercado de arrendamento.

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Os preços das casas para arrendar em Portugal desceram 1,9% em janeiro, em termos homólogos, consolidando uma tendência de queda há três meses, segundo o índice de preços do idealista.

O custo mediano do arrendamento fixou-se em 16,1 euros por metro quadrado no final de janeiro, afastando-se do máximo histórico de 17 euros registado em outubro de 2025. De acordo com os dados do idealista, a variação trimestral apresenta uma descida acumulada de 5,3%, sinalizando um ajustamento progressivo do mercado após vários meses de forte pressão sobre os preços.

Apesar da tendência nacional de descida, a evolução do mercado continua a revelar comportamentos diferenciados a nível local. Entre as capitais de distrito, Setúbal, Leiria e Viana do Castelo registaram as maiores subidas anuais, enquanto o Porto apresentou uma quebra mais expressiva. Lisboa manteve-se praticamente estável, continuando, ainda assim, a liderar o ranking das cidades mais caras para arrendar, com um valor mediano de 21,8 euros por metro quadrado.

A nível distrital, Bragança destacou-se com a maior subida anual, contrastando com a Guarda, que registou a descida mais acentuada. Lisboa permanece como o distrito mais caro para arrendar, seguida da ilha da Madeira e do Porto, refletindo a persistência de assimetrias territoriais no acesso ao mercado habitacional.

Por regiões, o Centro apresentou a maior subida anual, enquanto Norte e Algarve registaram quedas nos preços do arrendamento. A Área Metropolitana de Lisboa manteve-se estável e continua a ser a região mais cara do país, com um preço mediano de 19,4 euros por metro quadrado.

Os dados resultam do índice de preços imobiliários do idealista, baseado nos preços de oferta publicados na plataforma, calculados a partir da mediana dos anúncios válidos, após exclusão de valores atípicos.