Sites portugueses são 4 vezes lentos do que o recomendado pela Google

Sites portugueses são lentos
Imagem de Bibin Xavier por Pixabay

Uma semana depois de a Google anunciar que vai passar a identificar os sites com um “selo” em função da velocidade a que carregam, classificando-os como rápidos ou lentos, um estudo levado a cabo pela agência de estratégia e execução digital Karma Network conclui que a velocidade média de carregamento de uma página web em mobile em Portugal é de 11 segundos, quase quatro vezes mais do que os 3 segundos recomendados pela Google. Esta assimetria revela as inúmeras oportunidades que os players portugueses têm ainda por explorar.

Num mercado em que a concorrência está apenas a um clique de distância e os consumidores são cada vez mais exigentes, a experiência online é determinante, e o tempo de espera no carregamento de um website, é um dos fatores que mais influencia a imagem que se cria de uma marca e, consequentemente, as decisões de compra.

A Karma Network analisou o estado atual da velocidade de carregamento dos websites de algumas empresas de referência em setores-chave em Portugal na sua versão mobile, num momento em que são já mais de 67% os utilizadores que acedem à internet por esta via, segundo o barómetro da Marktest.

De acordo com os dados recolhidos, o estudo constatou que todos os setores analisados apresentam tempos médios de carregamento acima dos 8,99 segundos. Paradoxalmente são os setores das Telecomunicações e Energia os que registam um tempo de carregamento mais elevado, muito próximos dos 13 segundos. Já os setores do Turismo e Transportes e da Moda e Retalho são aqueles que, no panorama nacional, apresentam o menor tempo médio de carregamento, respetivamente, 8,99 segundos e 9,96 segundos, ainda assim longe do aconselhável.

Um outro estudo realizado pela Google em conjunto com a SOASTA, em 2015, recorrendo à ferramenta PageSpeed Insights, que dispõe da métrica Speed Index para avaliar a velocidade de carregamento dos websites mobiles, verificou que as páginas que demoraram apenas um segundo a mais do que o ideal a carregar, tiveram um efeito negativo sobre a taxa de conversão que chegou aos 21%.

Considerando o tempo médio de carregamento dos websites mobile em Portugal, a correção do problema poderá gerar um potencial de crescimento de três a quatro vezes superior à atual conversão, o que, para negócios que faturam, por exemplo, 500 mil euros online, pode estar a representar perdas na ordem dos 1,5 a 2 milhões de euros (assumindo que o aumento da receita evolui proporcionalmente em relação à taxa de conversão).

“O digital é, cada vez mais, o principal campo de batalha para muitas empresas, que nele tentam obter a sua vantagem competitiva. Para se destacarem e acompanharem o ritmo num mercado global altamente competitivo, as empresas portuguesas têm que acelerar o passo e apostar numa experiência online verdadeiramente distintiva, o que começa pela velocidade de carregamento dos seus websites”, sublinha Rui Correia Nunes, CEO da Karma Network.

Atualmente, existem já várias soluções tecnológicas para otimizar a velocidade de carregamento dos websites para 5/6 segundos, das quais as Accelerated Mobile Pages (AMP) são a mais eficaz, operando uma redução do tempo de carregamento sem precedentes para menos de 1 segundo. Esta tecnologia simplifica a estrutura de dados e código das páginas e permite que carreguem diretamente a partir da cache do browser, aumentando exponencialmente a velocidade do processo, o que melhora a usabilidade e, como consequência, a experiência do consumidor.

Fundada há 10 anos por Rui Correia Nunes, a Karma Network, é uma agência de estratégia e execução digital que tem como missão alavancar a transformação digital das empresas, e pioneira na aplicação desta tecnologia para captar o máximo potencial do digital.

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