O mercado de trabalho português alcançou um marco histórico em julho: a taxa de desemprego desceu para 5,8%, o valor mais baixo registado neste mês em duas décadas. De acordo com as estimativas do Instituto Nacional de Estatística (INE), havia 323.100 desempregados, menos 15.700 face a junho (-4,5%).
Paralelamente, a população empregada aumentou em 17.400 pessoas, totalizando 5.260.400 trabalhadores. Segundo a análise mensal da Randstad Portugal, o emprego cresceu 4% (+201.900 pessoas), em temos homólogos, reforçando a tendência de dinamismo no mercado laboral. Já a população ativa subiu ligeiramente para 5.583.600 (+1.800).
“Julho fica marcado por uma redução histórica do desemprego, alcançando o valor mais baixo em duas décadas. A par disso, assistimos a uma forte criação de emprego nos Serviços, refletida nas colocações do IEFP. Embora parte desta evolução se deva à sazonalidade, ela traduz também uma robustez estrutural do mercado de trabalho, que será fundamental manter no segundo semestre”, destaca Isabel Roseiro, Diretora de Marketing da Randstad Portugal.
A queda do desemprego foi transversal entre mulheres e homens, mas destacou-se sobretudo nos adultos entre os 25 e 74 anos (-6,2%). A única exceção ocorreu nos jovens dos 16 aos 24 anos, com um ligeiro aumento de 700 desempregados (+1%). Numa perspetiva homóloga, todos os grupos registaram melhorias.
Segundo dados do IEFP, havia em julho 292.825 desempregados registados. O recuo foi sentido em quase todas as regiões, com descidas em Lisboa e Vale do Tejo, Algarve, Açores e Madeira. Apenas Norte, Centro e Alentejo registaram ligeiras subidas mensais, embora a tendência homóloga seja de descida generalizada.
Os Serviços foram o setor mais dinâmico na criação de emprego, representando 78,1% das colocações realizadas pelos centros de emprego. Em julho, o IEFP concretizou 7.267 colocações, um aumento homólogo de 13,3%. As maiores subidas verificaram-se entre trabalhadores não qualificados e profissionais dos serviços pessoais e de proteção.
Segundo os dados da Segurança Social, a remuneração média mensal foi de 1.927,22 euros em junho, impulsionada pelo pagamento do subsídio de férias. Lisboa manteve-se como a região com os salários médios mais elevados (2.287,04 euros), seguida de Setúbal (2.062,55 euros).