7 dicas para usar o corpo e a voz na comunicação

Melhore a sua linguagem corporal
Foto: Pixabay

Allan Pease e Laura Sicola, especialistas em linguagem corporal e presença executiva vocal, têm muito a ensinar sobre como melhorar a forma como comunica nas suas apresentações, reuniões e relações profissionais para causar impacto e obter melhores resultados.

Allan Pease, reputado especialista em linguagem corporal, afirma que as pessoas formam até 90% da sua opinião acerca de alguém que conhecem em menos de 4 minutos. Diz também que 60 a 80% do impacto causado é não-verbal. Laura Sicola, especialista em presença executiva, acredita que a entoação que usamos ao falar é determinante na forma como comunicamos. Eis 7 dicas que pode aprender com eles para melhorar a sua comunicação.

1. Saiba ‘ler’ um aperto de mão

O cumprimento com aperto de mão pode revelar muito sobre si e sobre o seu interlocutor. Os especialistas em linguagem corporal chamam a atenção para dois fatores principais a ter em conta: a força que se imprime e a inclinação das mãos. Um aperto de mão demasiado solto revela pouca determinação e empenho no encontro. Quanto à inclinação, as mãos devem ser mantidas na vertical. Se o seu interlocutor colocar a mão por cima da sua, estará a assumir uma posição de dominância; se por outro lado a colocar por baixo, estará em submissão.

2. Aprenda a dizer o seu nome

Laura Sicola, especialista em presença executiva, ensina que quando nos apresentamos, podemos usar a entoação para ajudar o nosso interlocutor a perceber e memorizar o nosso nome. Isto acontece porque o tom de voz tem efeitos cognitivos e emocionais em quem nos ouve. Se o usarmos estrategicamente, podemos ajudar o nosso ouvinte a forcar-se nas partes mais importantes da mensagem, compreendendo-a e retendo-a melhor.

3. Controle as suas mãos

Os gestos que faz com as mãos enquanto fala influenciam não só a impressão que causa mas também a forma como é ouvido. Por exemplo, sabia que manter as palmas das mãos visíveis despoleta no cérebro de quem o observa uma resposta positiva? Segundo o especialista em linguagem corporal Allan Pease, essa atitude também aumenta em 40% a retenção da mensagem que está a transmitir. Imagine então a diferença que as suas mãos podem fazer numa reunião com um potencial cliente ou numa entrevista de emprego. Estes são exemplos de situações nas quais a linguagem corporal que utilizamos pode ser determinante.

Gestos feitos com as palmas para baixo tendem a transmitir a ideia de autoridade, pelo que devem ser usados apenas quando precisa de fazer sobressair o seu papel de líder. Gesticular desta forma junto de um potencial cliente, por exemplo, poderá sugerir que está a tentar dar-lhe ordens, o que despoletará uma resposta defensiva. A situação agrava-se quando aos gestos com as palmas para baixo se junta o apontar de dedo. Este último parece sugerir não só que está a dar uma ordem, mas que tem pouco respeito pelo seu interlocutor.

Em suma, se quer despertar simpatia e gerar uma impressão positiva e envolvente e, pode treinar alguns gestos com as palmas para cima (o vídeo seguinte contém alguns bons exemplos). Aos poucos ficará mais fácil integrar este tipo de gestos no seu dia-a-dia.

4. Junte os dedos

Manter os dedos juntos (como na imagem) e abaixo da linha do queixo enquanto fala demonstra confiança e transmite a ideia de responsabilidade. Se quer inspirar no seu interlocutor um pensamento do tipo ‘ele sabe do que está a falar’ este é decididamente um gesto que pode adotar.

5. Encontre a sua voz profissional

O tom de voz que usamos numa apresentação para executivos não é o mesmo que usamos ao brincar com uma criança. Existe a necessidade de adequar o tom à nossa audiência e às suas expetativas. Encontrar a sua voz mais profissional, o tom que deve usar enquanto líder, é uma questão de atenção e de prática.

6. Enfatize o que é importante

Em todas as suas relações profissionais inspirar credibilidade é um objectivo constante. Para que o que diz pareça sincero, para que inspire credibilidade, é necessário que as palavras que saem da sua boca batam certo com o seu tom de voz, a postura, o contacto olhos nos olhos. É muito frequente alguém preparar uma apresentação com conteúdos interessantes mas acabar por não treinar a forma como vai apresenta-la, tendo em conta todos os componentes da comunicação, nomeadamente o tom de voz.

Da mesma forma, numa reunião, enquanto os conteúdos da mensagem verbal enumeram os pontos fortes do seu serviço, o seu tom ou postura podem estar comunicar o contrário. Também aqui o tom de voz pode ser usado para dar ênfase às partes mais importantes da mensagem, como por exemplo expressões, palavras-chave ou ideias que quer que sejam memorizadas. Neste vídeo Laura explica como tirar partido das variações de tom para fazer isso mesmo.

7. ‘Fake it ’til you make it’

A linguagem corporal e o tom de voz não são mais que reflexos exteriores da forma como nos sentimos. Analisar a nossa linguagem corporal e a entoação que usamos pode ajudar-nos a perceber as reacções que habitualmente obtemos dos nossos interlocutores. Mas, mais importante ainda, pode contribuir para que, praticando, possamos alterar essas reacções.

Se intencionalmente começarmos a adotar certos gestos, movimentos e posturas que relacionamos com conceitos de descontração e confiança, aos poucos começaremos relamente a sentir-nos mais descontraídos e confiantes. Da mesma forma, se praticarmos as nossas apresentações tendo em conta o tom que queremos aplicar, realçando as ideias mais importantes e proferindo o nosso nome com segurança, conseguiremos progressivamente ir assimilando esses conceitos até que passemos a fazê-lo de uma forma natural.

Vale portanto a pena ter em conta estes conceitos e investir algum tempo a refletir sobre eles. Se sente que pode melhorar a sua presença executiva, lembre-se que até os especialistas tiveram de começar por algum lado. Assista aos vídeos e comece já a praticar.

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