CEO da Rauva: “É preciso investir em inovação e digitalização para dinamizar a economia”

Na foto: Jon-Fath, CEO e cofundador da Rauva

“Abrir uma conta empresarial tradicional pode levar quatro semanas”, alerta Jon Fath, cofundador da Rauva. A Fintech portuguesa Rauva chama a atenção para a lentidão e complexidade dos processos burocráticos e administrativos que dificultam a vida aos empreendedores.

Existem em Portugal cerca de 700 mil trabalhadores por conta própria e mais de 1,4 milhões de pequenas e médias empresas (PMEs) que, apesar de constituírem 99,9% do tecido empresarial nacional e contribuírem para 70% da riqueza do país, não têm soluções desenhadas à sua medida e são forçados a burocracia e processos administrativos complexos.

“O espírito empreendedor português revelou-se na primeira década do milénio, mas especialmente a partir da crise de 2008. Quinze anos depois, ainda se exige demasiada resiliência e força de vontade aos empresários para criarem um negócio e sobreviverem num sistema burocratizado, fragmentado e desatualizado. É preciso investir em inovação e digitalização hoje para simplificar processos e dinamizar a economia”, afirma Jon Fath, cofundador e CEO da Rauva.

Para apoiar este segmento de empresas e empresários, a Rauva, a app portuguesa de serviços financeiros destinada a PMEs, explora os principais obstáculos de gerir um negócio e revela formas de tornar o empreendedorismo facilmente acessível a todos.

Abertura de uma conta empresarial

Os desafios começam logo no início da jornada empreendedora, no momento de abertura de uma conta empresarial tradicional: o processo acaba por demorar, habitualmente, entre uma a quatro semanas, sendo necessário recorrer a balcões físicos, o que é moroso e inconveniente. Por este motivo, 73% dos empreendedores dizem que não é fácil abrir uma conta na Europa. Em simultâneo, não há soluções integradas de gestão financeira para PMEs. Os sistemas utilizados para faturação, gestão e acesso à conta estão dispersos, sem integração, e necessitam de configurações manuais.

Para ultrapassar este desafio, a oferta de uma experiência 100% digital e rápida que permita realizar pagamentos, emitir cartões de débito e gerir despesas é uma solução, eliminando a necessidade de deslocações e de inscrição em múltiplas plataformas.

Burocracia e regulamentação complexa

Portugal tem um ambiente regulatório intrincado, com procedimentos burocráticos que podem ser lentos e complicados, nomeadamente quando se trata de criar e abrir um negócio, obter licenças, e cumprir obrigações fiscais e contabilísticas. Além da falta de soluções ou de informação clara, o fragmentado processo de gestão dificulta a compreensão dos empreendedores e, por isso, o desempenho das empresas. Como as PMEs não dispõem muitas vezes de recursos administrativos, os gestores acabam por despender mais de 10 horas por semana em torno de papelada, além de ser deles exigido o conhecimento e cumprimento da regulamentação. Há ainda a complexa camada legal que, quando se incorre em incumprimento, pode ser altamente danosa para a empresa, em especial financeiramente.

Aplicações que se assumem como “one-stop shop solution”, como é o caso da Rauva, podem ajudar a reduzir esta entropia ao combinar a gestão quotidiana da empresa com o envio de faturas em conformidade com a Autoridade Tributária e o acompanhamento por especialistas, como advogados e contabilistas, para facilitar a jornada empreendedora esteja em que fase estiver.

Acesso a financiamento e crédito

O acesso a financiamento pode ser um desafio para algumas empresas em Portugal, especialmente para aquelas que estão a começar ou que possuem modelos de negócio considerados mais arriscados pelos bancos e instituições financeiras. Embora haja incentivos governamentais e programas de apoio para startups e pequenas empresas, muitas ainda enfrentam dificuldades em obter crédito adequado para expandir ou sustentar os seus negócios.

De facto, as PME esperam, em média, 50 dias para obter uma resposta de um banco a um pedido de crédito e 80% das vezes este é rejeitado. Adicionalmente, o fardo da burocracia e o tempo que se investe na parte administrativa recorrendo a soluções tradicionais impedem que os empreendedores investiguem e tomem conhecimento das inúmeras oportunidades de benefícios e financiamento previstos nos quais estas organizações se podem enquadrar.

As soluções digitais podem, todavia, resolver alguns destes obstáculos diminuindo a carga de trabalho administrativo dos empresários e, assim, libertam mais tempo para se dedicarem ao pensamento estratégico necessário para desenvolverem o seu negócio e materializá-lo.

“Os desafios de criação e gestão de uma PME em Portugal relembram-nos o caminho que é necessário traçar para se desbloquear o verdadeiro potencial deste segmento de empresas e empresários que são uma peça vital para a economia nacional. Através da integração de diversas ferramentas necessárias para gerir um negócio, a Rauva contribui para um país mais inovador e digitalizado”, sublinha Jon Fath.

A Rauva é uma fintech portuguesa orientada para pequenas e médias empresas e freelancers, que tem como objetivo tornar o empreendedorismo facilmente acessível a todos. Fundada em 2022, foi reconhecida como uma das empresas emergentes pelo “Portugal Fintech Report 2022”. Mais recentemente foi selecionada para integrar a segunda edição do Scale Up Program da Unicorn Factory Lisboa e venceu o “Portugal Tech Innovator 2023” da KPMG.

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