Farmacêuticas Impulsionam Uso da IA Generativa para Melhorar Eficiência e Produtividade

industria Farmacêutica
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Um novo estudo da Bain & Company revela que a indústria farmacêutica está a adotar em larga escala a inteligência artificial (IA) generativa, com 40% das empresas já a incluir as poupanças estimadas da aplicação da IA nos seus orçamentos para 2024. Além disso, 75% dos executivos consultados consideram a IA generativa uma prioridade absoluta.

A rápida adoção da Inteligência Artificial generativa reflete-se também no facto de 55% das empresas já terem conseguido várias provas de conceito, ou produtos minimamente viáveis, antes do final de 2023. Este impulso é animado pela crescente confiança no valor da IA para otimizar processos e impulsionar a inovação na indústria farmacêutica.

O estudo destaca que 54% das empresas do setor já utilizam soluções automatizadas para a revisão da literatura biomédica, enquanto 46% incorporam a Inteligência Artificial nos seus processos de investigação. Estes números demonstram a rápida integração da IA em toda a cadeia de valor, desde a descoberta de medicamentos até à sua comercialização.

Empresas líderes na indústria, como a Eli Lilly e a Sanofi, já estão a colher benefícios tangíveis da IA generativa. A Eli Lilly estima ter economizado cerca de 1,4 milhões de horas de atividade humana desde 2022, e a Sanofi está a lançar aplicações que utilizam dados internos para previsões e simulações.

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“O nível, a velocidade e o sucesso da experimentação têm sido impressionantes. Mas à medida que os primeiros sucessos suscitam o interesse da organização, torna-se crítico que os executivos passem da inovação em casos isolados, para programas de IA generativa integrados, que sejam capazes de ser levados à empresa no seu conjunto” refere José Viana Baptista, Sócio Associado da Bain & Company.

“Os pioneiros da IA na indústria farmacêutica não se limitam a criar duas ou três provas de conceito, mas apostam em planos para, assegurando a contenção do risco, ampliar essas provas de conceito e implementá-las em escala”, sublinha.

Para escalar eficazmente a IA generativa, as empresas farmacêuticas estão a focar-se em três áreas-chave: estratégia, liderança e construção de fundações. O objetivo é que estas empresas alinhem os seus modelos de decisão e financiamento, estabeleçam uma liderança forte e reavaliem elementos fundamentais como talento, parcerias estratégicas e questões éticas e regulatórias.

A Inteligência Artificial generativa já é uma prioridade para a maioria das empresas farmacêuticas, e os investidores estão a prestar atenção à diferença entre os pioneiros e os seguidores. À medida que as empresas avançam além da experimentação, é crucial comunicar uma abordagem estruturada e escalável da IA para colher os benefícios desta tecnologia emergente.

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