Segurança física evolui com dados, analítica e IA, transformando sensores e câmaras em fontes de inteligência operacional.
Câmaras, radares, sensores e sistemas de áudio estão a deixar de ser apenas ferramentas de monitorização para se tornarem fontes de dados operacionais em tempo real, com impacto na segurança, na eficiência e na gestão de infraestruturas.
A segurança física está a entrar numa nova fase, marcada pela utilização de dados, analítica e inteligência artificial para apoiar decisões operacionais em tempo real. Câmaras, radares, sensores, sistemas de áudio e soluções de controlo de acessos estão a evoluir de ferramentas de vigilância para plataformas capazes de transformar o ambiente físico em informação acionável.
Esta transformação esteve em destaque no
OPEN on the ROAD Lisboa, evento organizado pela Axis Communications, empresa especializada em sistemas de vídeo em rede, no dia 12 de maio, na Fundação Oriente/Museu do Oriente, em Lisboa. A iniciativa reuniu clientes, parceiros tecnológicos, integradores e especialistas do setor para discutir o papel dos dados na segurança, na eficiência operacional e na gestão de infraestruturas.
Centrado no tema “The Power of Data”, o encontro abordou a forma como a informação captada no edge, através de vídeo, áudio, radar e outros sensores, pode ser analisada em tempo real e integrada em dashboards e sistemas de negócio. A abordagem apresentada pela Axis assenta em três etapas: recolher, compreender e agir.
Para Ricardo Pereira, Territory Sales Manager da Axis Communications, muitas organizações já dispõem de infraestruturas físicas capazes de gerar grandes volumes de dados operacionais, mas ainda não exploram todo esse potencial. “Hoje, câmaras, radares, sensores de áudio e sistemas de controlo de acessos funcionam como dispositivos inteligentes no edge da rede, capazes de transformar o ambiente físico em informação acionável”, afirma.
O evento incluiu ainda uma reflexão sobre a aplicação de computer vision e deep learning em ambientes aeroportuários, bem como sessões dedicadas à segurança e conformidade em infraestruturas críticas, com referência a enquadramentos como NIS2, CER e CRA.
A mesa-redonda com clientes de áreas como retalho, segurança, logística urbana, eventos e administração local procurou mostrar como os dados captados por sistemas físicos já estão a influenciar operações em diferentes contextos. Para as empresas, esta evolução pode representar uma mudança relevante: a segurança deixa de ser apenas um centro de custo e passa a integrar processos de gestão, eficiência e tomada de decisão.