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District Space quer adaptar o coworking a cada cidade

José Mendes
José Mendes
Atualidade
22 Mai 2026

O coworking em Lisboa ganha novo espaço da District, com foco em empresas, comunidade local e sustentabilidade.
Em entrevista ao Empreendedor, Bárbara Bouçon, Diretora do District Space, explica a expansão da marca de Setúbal para Lisboa e defende que o coworking deve ser pensado a partir do ecossistema local, com foco em comunidade, sustentabilidade e impacto.

O District Space nasceu com uma ambição territorial clara: criar uma rede de espaços de coworking em diferentes cidades portuguesas, adaptando cada operação ao perfil do respetivo ecossistema local. Depois da abertura em Setúbal, em 2025, a marca chegou agora a Lisboa, com um espaço orientado para um público mais institucional e corporativo.

Em entrevista ao Empreendedor, Bárbara Bouçon, Diretora do District Space, explica que o projeto resulta de um fundo criado em 2024 com o objetivo de desenvolver uma nova operação de coworking em Portugal. O nome District traduz precisamente essa intenção de chegar a diferentes distritos do país.

“Começámos em Setúbal, em 2025, com bastante sucesso e neste momento já estamos a apostar em localizações como Lisboa, uma localização mais central, também com um público diferente, mais institucional, mais corporativo”, afirma Bárbara Bouçon. A responsável acrescenta que a marca está também a olhar para o Porto como próximo mercado potencial.



De Setúbal para Lisboa

A entrada em Setúbal não foi uma escolha acidental. Segundo Bárbara Bouçon, correspondeu a uma decisão estratégica, mas também pessoal, ligada à vontade de desenvolver serviços de coworking em cidades onde esta oferta ainda era pouco madura.

“Setúbal foi mesmo uma escolha estratégica e pessoal também”, explica. “Consideramos que a nossa missão é também ser uma agenda de transformação nessas cidades que não são como Lisboa, já um bocadinho mais maduras em termos de serviços, mas que precisam também de desenvolver esses serviços.”

Esta lógica distingue o percurso da District de outras marcas que começam habitualmente pelos grandes centros urbanos e só depois avançam para cidades de menor dimensão. No caso da District, Setúbal funcionou como primeiro teste de mercado, com um público composto sobretudo por freelancers, pequenas e médias empresas e profissionais por conta própria.

Lisboa representa agora uma etapa diferente. A capital surge como evolução natural da estratégia inicial, mas com outro posicionamento. “Nós olhamos sempre para o ecossistema local e isso é muito importante”, sublinha Bárbara Bouçon. “O nosso projeto nunca vai ser exatamente o mesmo espaço, com o mesmo ecossistema. Em Setúbal temos um público mais de freelancers, mais PME, pessoas por conta própria. Aqui estamos com um público mais corporativo, mais institucional.”

A responsável defende que esta diferença não fragmenta a marca. Pelo contrário, permite criar uma rede mais ampla, onde diferentes comunidades profissionais podem cruzar-se. A intenção é que os espaços não funcionem apenas como locais de trabalho, mas como pontos de ligação entre perfis, empresas e territórios.



Sustentabilidade como elemento diferenciador

Num mercado como Lisboa, onde a oferta de coworking é já significativa, a District procura afirmar-se através de uma identidade própria. Bárbara Bouçon reconhece que existe concentração de espaços na capital e no Porto, mas rejeita a ideia de saturação absoluta.

“Em Lisboa há concentração, como no Porto, de espaços de coworking e há muitos no mercado. Agora, todos têm a sua própria identidade. Nós trazemos aqui para o mercado uma história diferente”, afirma.

Essa diferença passa, segundo a responsável, pela ligação entre espaço de trabalho, sustentabilidade e impacto local. A District apresenta-se como uma operação construída desde o início com uma dimensão ESG, procurando envolver associações, parceiros e iniciativas ligadas à inclusão, à formação e à transformação das comunidades onde está presente.

“O elemento diferenciador é a parte do ESG. Estamos muito ligados à sustentabilidade”, afirma Bárbara Bouçon. A responsável aponta como exemplo a colaboração com o Café Joyeux, parceiro que já acompanha o projeto desde Setúbal, e refere também a realização de formações para membros em temas ligados às mudanças ambientais e às boas práticas de sustentabilidade.

A District disponibiliza ainda diagnósticos de sustentabilidade para empresas, procurando apoiar tanto pequenas organizações como estruturas de maior dimensão. Para Bárbara Bouçon, este é um domínio em que Portugal ainda tem margem de progressão face a outros mercados europeus.



“Portugal ainda está um bocadinho atrasado, por assim dizer, neste nível, face, por exemplo, a uma Alemanha, onde um cliente que vai para um espaço, seja ele coworking ou não, tem uma série de critérios muito identificados na parte da sustentabilidade”, afirma. “Acreditamos que isso também é a nossa missão.”

Mais do que replicar um modelo uniforme, a District quer construir espaços ajustados a cada cidade, combinando trabalho, comunidade e propósito. A expansão para Lisboa reforça essa ambição, ao mesmo tempo que aproxima a marca de um público empresarial de maior dimensão.

Para Bárbara Bouçon, o objetivo é que cada espaço seja reconhecido não apenas pelos serviços disponíveis, mas pela capacidade de criar pertença. “Estamos convictos de que estamos a oferecer um serviço, uma história e um ecossistema que vão fazer com que as pessoas se sintam um bocadinho mais parte de um projeto”, conclui.

José Mendes
José Mendes
Jornalista e formador. Sou um entusiasta das relações humanas e interesso-me particularmente por questões de liderança e problemáticas organizacionais.
A coragem não é a ausência de medo. É o domínio do medo. É levantarmo-nos uma vez a mais do que caímos
Arianna Huffington
Co-fundadora do The Huffington Post
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