Eletrificação e energia descentralizada ganham peso na competitividade industrial num contexto de pressão sobre custos energéticos.
A eletrificação e a produção descentralizada de energia estão a tornar-se fatores estratégicos para a competitividade das empresas, num contexto marcado pela volatilidade dos preços energéticos, pressão regulatória e aceleração da transição energética.
A crescente eletrificação da economia e a necessidade de reduzir custos energéticos estão a acelerar a adoção de soluções de produção descentralizada, armazenamento e eficiência energética por parte das empresas industriais e do setor terciário.
O tema foi destacado pela
GreenYellow, multinacional especializada em soluções de eficiência energética, solar e armazenamento, que apresentou resultados de crescimento em 2025 e reforçou a estratégia de expansão na Europa, incluindo Portugal.
Segundo a empresa, o segmento de Comércio & Indústria representa atualmente cerca de metade do consumo global de energia e eletricidade, assumindo um papel central na transição para modelos energéticos mais descentralizados e de baixo carbono.
A GreenYellow considera que a eletrificação está a deixar de ser apenas uma questão ambiental para passar a representar um fator de competitividade industrial, sobretudo num contexto de instabilidade geopolítica, volatilidade dos mercados energéticos e pressão crescente sobre custos operacionais.
Para Otmane Hajji, fundador e presidente da GreenYellow, as empresas enfrentam constrangimentos económicos e operacionais cada vez mais fortes. “A GreenYellow atua como um verdadeiro escudo energético, protegendo os seus clientes contra a volatilidade dos preços da energia e as incertezas do mercado a longo prazo”, afirma.
Em 2025, a empresa registou um crescimento de 120% nas áreas de eficiência energética e armazenamento de energia, enquanto a atividade ligada à energia solar continuou a expandir-se.
A multinacional refere ter atualmente cerca de 2.000 centrais solares implementadas em vários mercados internacionais, representando mais de 2 GWp instalados desde 2007. As soluções implementadas permitiram evitar mais de 646 mil toneladas de emissões de CO2 em 2025.
Na Europa, a GreenYellow reforçou operações em Portugal, Espanha, Itália e Polónia, acumulando mais de 250 MWp de capacidade solar em operação ou construção.
Segundo a empresa, a próxima fase de crescimento passa pela integração de soluções de autoconsumo solar, armazenamento energético e eficiência operacional, permitindo às empresas reduzir dependência da rede elétrica e controlar melhor os custos energéticos.
A GreenYellow pretende ultrapassar os 500 MWp de capacidade solar assinada e investir mais de 100 milhões de euros em soluções de eficiência energética e armazenamento em 2026.
A empresa considera que o mercado europeu está a atravessar uma mudança estrutural, marcada pela crescente procura de soluções energéticas descentralizadas, mais próximas das operações industriais e comerciais.