CSA Portugal defende que o valor da IA nas empresas dependerá da integração em dados, processos e decisões de negócio.
A CSA Portugal defende que 2026 será marcado pela passagem da experimentação com inteligência artificial para modelos integrados em dados, processos e decisões de negócio.
A inteligência artificial está a deixar de ser uma experiência isolada nas empresas para passar a ser medida pela sua capacidade de gerar impacto real no negócio. A leitura é da Customer Science & Analytics Portugal, joint venture da Havas Media Network com a Fullsix, que completa um ano de atividade no mercado nacional.
Segundo a CSA, 2026 será marcado pela passagem da experimentação com IA para a sua operacionalização em sistemas, processos e decisões empresariais. A empresa aponta que cerca de 90% das organizações já usam inteligência artificial em pelo menos uma função, mas apenas 39% conseguem associar esse uso a impacto direto no EBIT, segundo dados da McKinsey citados no comunicado.
A CSA refere ainda dados da BCG segundo os quais apenas 15% das organizações estarão a conseguir integrar IA nos seus sistemas, processos e decisões com governação, confiança e impacto mensurável no negócio. Para a empresa, estes números mostram que o desafio já não está na adoção da tecnologia, mas na capacidade de a transformar em valor comprovado.
“A agentificação só cria valor quando assenta em dados bem estruturados, arquiteturas sólidas e processos claros. O nosso foco não é lançar agentes, mas criar sistemas de decisão que funcionam de forma fiável, controlada e com impacto real no negócio”, afirma Guilherme Coelho, managing partner da CSA.
No primeiro ano de atividade em Portugal, a CSA registou um crescimento superior a 60% e acompanhou mais de 20 clientes em setores como banca, hotelaria, retalho e serviços. Em 2026, a operação avança com mais de 30 clientes na carteira ativa, apoiada em parcerias com a Salesforce e a Google.
Durante 2025, a empresa concentrou parte da sua atividade na reorganização de ecossistemas de dados, integração de fontes de informação e desenvolvimento de capacidades analíticas e de automação. Este trabalho, segundo a CSA, criou as bases para modelos em que os dados deixam de servir apenas para reporting e passam a suportar recomendações, automações e decisões em tempo quase real.
Para Guilherme Coelho, a integração da IA exige também mudanças internas nas organizações. “Não é possível ajudar os clientes a operacionalizar a IA se não o fizermos primeiro enquanto organização”, afirma o responsável. Segundo o managing partner da CSA, empresas, dados e tecnologia terão de funcionar “como um sistema único”.
Em 2026, a CSA Portugal pretende concentrar a sua atividade na transformação da IA em impacto operacional, com foco em governação, qualidade dos dados, capacitação das equipas e modelos de trabalho preparados para integrar tecnologia nos processos de decisão.
Todos os seres humanos são empreendedores, não porque devam começar empresas, mas porque a vontade de criar está codificada no DNA humano, e a criação é a essência do empreendedorismo